sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Filolesando...

E se eu NÃO quiser entender?

E se eu não quero entender isso de "preciso ir", "adeus", "se eu pudesse ficava"?
E se eu realmente acredito que carregamos em nossos corações as pessoas que amamos.. enquanto elas nos carregam em seus corações quando nos amam de volta?
E se eu for contra a guerra.. mas não apenas essa guerra ridícula no Iraque.. contra aquelas guerras entre as pessoas que simplesmente ficam atrás de trincheiras emocionais fictícias e jamais alcançam a paz consigo mesmo ou com os outros?
Uma vez li um e-mail desses de PPS... (na época eu tinha paciência para esses e-mails.. o que era bom porque me dava a chance de aprender algo últil uma vez ou outra.. hoje ando meio abusada e não tenho visto tantos slides assim..) Enfim! Lá perguntava se "eu" sabia por que as pessoas gritam quando estão com raiva umas das outras... Claro que eu tinha uma resposta mais ou menos pronta do tipo: "porque quando estou com raiva estou sempre certa - rsrsrsrsrsrs - e a outra pessoa não entende isso e dá vontade de enfiar na cabeça dela, e aí eu grito".
Mas depois desse e-mail aprendi que gritamos quando não nos entendemos porque nossos corações estão tãaaaaao longe um do outro que mal se escutam!
Aprendi que quando estamos bem e em harmonia podemos falar baixinhoo.. cochichar, sussurrar.... porque os corações estão tão tão tão juntinhos que mal precisam de palavras.. se compreendem no silêncio...
Então sou radicalmente contra qualquer coisa que leve ao grito.. seja ao grito entre corações.. seja ao grito de dor do filho longe do pai, do homem longe de sua família.. do grito de desesepero da pessoa que está longe de si.
Por isso, umas das minhas primeiras providências será acabar de vez com esses "adeus" que fazem as pessoas ficarem triiiiiiistes e distantes umas das outras antes mesmo de partir ou até depois de voltar.. Seja de um lugar longe no mundo mesmo... ou seja de um lugar escondido e beeeeem distante lá dentro de si mesmas.
Eu não quero entender que "certas coisas acontecem".. "que é a vida...".."que é coisa de adulto" ou que quando eu crescer, casar, for mãe ou for velha vou saber...
Deixa que eu entendo as lições e sensações que virão com o tempo, e no tempo certo.. Mas isso de ficar achando que faço parte dessa "sociedade secreta aberta a todos" (como assim?)...
Continuo achando um absurdo o sofrimento desnecessário e me recuso a dizer aos que estão ainda mais confusos que eu: "não se preocupem, depois passa.. a vida é assim mesmo, você tem que ser forte.. blá blá blá"...
Só pra provar que sou adulta!? Neeeem!
Ser forte é um conceito bem relativo, hein? Tem haver com fazer o que realmente deve ser feito.. e não com o que é socialmente aceito fazer ou socialmente não aceito deixar de fazer.
Certo é certo, errado é errado. Quer diferenciar:Pergunte à sua consciência, lá estão gravadas as leis de Deus, da justiça e da verdade.
(Lembre que não é pergunte a "você"... mas à sua "conciência"! Sim! porque são coisas beeem diferentes e não é a sua vontade que possui as respostas... pelo contrário, muitas vezes ela é responsável por ignorá-las...)
E viva a saudade.. mas também a ausência de despedidas desnecessárias.
Eu não entendo nem posso aceitar a guerra por razões de vaidade ou orgulho ferido.. Seja a guerra entre países, entre pessoas, ou apenas dentro da consciência de alguém...
Isso eu não quero entender.
Isso eu não entendo.

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