Segundo a Wikipeda é o seguinte:
"Loneliness is a feeling in which people experience a strong sense of emptiness and solitude. Loneliness is often compared to feeling empty, unwanted, and unimportant. Someone who is lonely may find it hard to form strong interpersonal relationships. One of the first recorded uses of the word "lonely" was in William Shakespeare's Coriolanus, "Though I go alone, like a lonely dragon..." Act IV Scene 1"
Eu achei interessante esta forma de colocar a "sozinhisse", o "sozinhamento"... a verdade é que o vocabuário humano é uma coisinha pobre demais, gente! Por isso a descrição do meu blog é que "nem sempre os próprios pensamentos são passíveis, com sucesso, de serem traduzidos em palavras." E isso é nietzscheriano!
É difícil deeeeemaaaaaish falar do que se sente... Tanto que uma maneira que encontrei de tentar burlar isso foi misturando inglês, português e neologismos.. mas mesmo assim é simplesmente impossível no mais das vezes. Impossível!
Enfim! Loneliness é uma sensação... para mim é mais que um sentimento, é até um estado de espírito difícil de explicar e de transpor e que independe, muitas vezes, de companhia e do que as pessoas sentem por você e do que você sente pelas pessoas.
Ao contrário do que a Wikipedia colocou, não acho que esteja relacionada com a dificuldade de formar relacionamentos interpessoais sólidos, ao menos não como regra... bem.. aí que vem a minha teoria (I know! Eu e minha teorias malucas!!!) de que existem dois tipos de loneliness: vamos chamar, para fins didáticos (hahahahahahaha), de loneliness voluntária e loneliness involuntária.
Quando li sobre esse "strong sense of emptiness and solitude" identifiquei na mesma hora a loneliness voluntária... aquela "sozinhez" que toma conta do coração não importa quantas pessoas estejam ao nosso redor, e que, muitas vezes nos leva mesmo a nos afastar porque temos essa vontade louuuuuuca e irrefreável de ficarmos sozinhos para recarregar... para pensar, pensar, pensar... ou dormir, ou ouvir música, ou então para ficarmos sozinhos efetivamente... (sabe? já que nos sentimos tão sozinhos, melhor ficarmos sozinhos logo mesmo.. longe de todo mundo!) é um momento de introspecção forte e, embora eu tenha chamado de "voluntário", é meio que um contrassenso, porque é como se não tívessemos realmente uma escolha.. precisamos disso! Somos sozinhos... Somos como o dragão de Skakespeare... precisamos ser sozinhos ou, no máximo, nos rodear de outros sozinhos (embora mesmo deles precisemos nos isolar eventualmente) porque as pessoas não nos compreendem, e nos esgotam (literalmente, é como se sugassem nossas energias e nos sentimos fracos, indispostos... ) com um tempo prolongado de convivência! Então "optamos" pela distância ocasional.
Novamente discordo com a Wikipedia. Embora tenha considerado interessante, acho que o conceito bateu na trave demais. A parte boa é que serve para me lembrar de pontos importantíssimos. Por exemplo: quando diz que quem sente loneliness se sente vazio, unwanted e unimportant? Peeeeeeeeeem! Não somos unwanteds e unimportants! Tudo o mais é que é! hahahahahaha Acho que é como se sentíssemos sim isso, mas com relação às coisas e à presença das outras pessoas. Tipo... como se sentíssemos que tudo é desimportante, indesejado e sem sentido... nos sentimos meio vazios mesmos.. mas vazios no sentido de que nada consegue nos suprir.. nos preencher... nos bastar!
E nesse processo experimentamos uma profunda e não "painless" loneliness. Mas há um conforto: sabemos que caso o "negócio aperte", se o fardo da "sozinhisse" ficar muito pesado, é só voltar para o meio do "povo"... porque somos perfeitamente hábeis a construir - ou ao menos a deixar que construam conosco - bounds, vínculos fortes e seguros de amor, carinho, consideração e estima sincera e profunda. Então a loneliness é voluntária porque podemos "pôr um fim" a ela e voltar para nossa rotina! Podemos até, se quisermos, construir todo esse processo sem que as pessoas notem.. ou, se notarem, sem que tenham certeeeeeza de que algo estava "errado"...
Resumindo... se você está sozinho porque é instrospectivo.. but hey! Você é assim! Precisa de um timing once in a while... Ok! Se você está sozinho porque as pessoas simplesmente falam um idioma ao seu redor que parece sânscrito... Ou, de repente, VOCÊ fala sânscrito e ninguém parece realmente entender como você se sente... e isso lhe faz sentir só em meio à maior multidão... como uma ilha isolada mesmo na praça Castro Alves no carnaval de Salvador... tudo bem! Este tipo de loneliness é algo com que se pode viver... Há meios de lidar com isso. Podemos ao menos desfrutar de companhia "física", "presencial" de pessoas queridas, que amamos e que nos amam, ou que são divertidas e agradáveis... podemos "mainstream"... you know? Então é uma loneliness sempre de dentro para fora e, embora não possamos controlar sua incidência, podemos atuar sobre ela, optando se preferimos curtí-la ou ignorá-la.
Agora... a loneliness involuntária é aquilo que toma conta da gente quando olhamos de um lado para o outro e nos perguntamos: cadê todo mundo? Quando ficamos nos remoendo por dentro tentando imaginar para quem seria melhor ligar agora... só para conversar baboseira mesmo no telefone... ou melhor... quem não apenas estaria disponível como ficaria feliz em receber nossa ligação...
Mas, se por acaso a constatação for uma indagação...tipo: "Será? Será que o fulano me atende? Será que Siclano ia gostar se eu ligasse?" Puuutz! Que meleca! Quando percebemos que nos afastamos de todo mundo, ou não conhecemos mais as pessoas... ou todo mundo casou ou está namorando! hahahahaha Quando estamos realmente sozinhos... isso sim é loneliness involuntária.
A "sozinhez" involuntária é sair do trabalho ou da academia no fim do dia e não ter contado para ninguém, nem ter para quem contar, after all, o que aconteceu de bizarro ou de intriguing durante o dia... é ter que parar para pensar antes de ligar em alguém pedindo socorro na hora que o pneu furou ou, sei lá...! (o que seria uma emergência para um homem?) quando o seu time de futebol perdeu nos pênaltis em um lance absurdo?!
Loneliness voluntária é gostar de ir sozinho no cinema. Loneliness involuntária é ir no cinema sozinho contra a vontade por falta de companhia. É uma distinção muito pessoal que não cabe fazer pelos outros. Cada um sabe o que se passa em sua própria vida... então não tente advinhar nem encha o saco de quem gosta de ficar só... a pessoa pode gostar e até precisar disso.
Shakespeare disse que "com a mesma severidade com que você julgar será um dia condenado". So don't! O importante é ter sensibilidade e humanidade, para estar pronto a "chegar junto" quando aquela pessoa que não tem "coragem de admitir o quanto se sente só" sinalizar que não seria nada mal discutir a teoria da relatividade de Einstein! Mas don't worry... dificilmente vocês irão falar a respeito de Einsten anyway! No máximo da relatividade do percentual de alcóol no sangue do Papai Noel no teste do bafômetro que ele soprou na noite de natal! Ufa! E se você se identifica nos dois perfis... é um completo "lonelinesco"... bem... welcome to the club! Há muitos pelo mundo afora e todos estão sobrevivendo, as far as I can tell! hahahahahaha :D
Bom... "fulanizando" um pouco a coisa... posso falar por experiência própria de ambas as lonelinesses. A voluntária é algo com que venho tentando lidar minha vida inteira. Quando era mais nova tinha bem mais dificuldade.. Claro que não lembro ao certo.. mas pelo que lembro, pelo que me conheço, pelos relatos que ouço das pessoas, dá pra imaginar kind of a picture. A esta altura isto aqui (o blog) é uma espécie de "meu querido diário"... então vamos lá! hahaaahahaa
Hoje sei lidar bem melhor com minha loneliness "voluntária". Li sobre temas que me remeteram muito ao que sinto, inclusive em blogs americanos. Sobre este "introvertimento" e o que isto poderia sinalizar e do que poderia se originar... mas não acho que seja o momento de trazer esse assunto. De todo modo, as vezes preciso de espaço para me recarregar. Não raro, me sinto absolutamente sozinha e incompreendida, não importa quantas pessoas me rodeiem e o quanto haja reciprocidade de carinho e estima entre nós.
Então... É realmente difícil, embora seja possível e já tenha acontecido algumas vezes comigo, encontrar pessoas que consigam me fazer companhia nesses momentos, pessoas que afastem o desejo de isolamento e que me compreendam integralmente, mesmo no silêncio. Portanto, "lonelinescos voluntários".. there is still hope! hahahahaha
Quanto à solidão propriamente dita. É meio algo novo e não é muito incômodo para mim.... É que aprendi a apreciar minha própria companhia (coisa de quem é sozinho voluntário)... Mas agora que mudei de cidade.. de Natal para Brasília... as vezes penso um pouco mais na família que ficou longe... e me sinto sozinha. Também sinto falta de muitos amigos, dos sorrisos e dos encontros... e tem aquela história do pneu! Outro dia o cano do chuveiro quebrou e eu tive que ser "muito macha" e resolver isso sozinha! hahahaha Este tipo de coisa me faz sentir auto-suficiente E lonely. Ah! E arrumar a casa! Arrumar a casa é uma coisa que os nossos pais inventaram para nos obrigar a sentir saudade deles e muita "sozinhisse"! hahahahaha Mas eu os amo e absolvo... Amém!
So.. that's it. Graças ao bom Papai do Céu, as amizades de infância não precisam ser feitas na infância! hahahahaha E hoje tenho muuuuuuuitas amigas e amigos que adoro e que deixam minha loneliness para os momentos de "sobra"... Obviamente estes momentos que sobram são sempre fora dos fins de semana!!! So.. You can imagine! ;)
E falando em fim de semana... Deixa eu ir que right now I don't feel lonely at all and have some friends waiting for me to meet them!
E já que mencionei Einstein, finalizo com suas palavras:
"Somos todos muito ignorantes, mas nem todos ignoramos as mesmas coisas." (Albert Einstein)
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