quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu tempo é quando!


Poética

Vinícius de Moraes

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:

Meu tempo é quando

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Santíssima Trindade de Vinícius de Moraes - 19/10


Devo não nego, pago quando puder! Pois hoje tô me sentindo na obrigação de pagar. Hoje É aniversário de Vinicícius de Moraes. Não seria se ele tivesse morrido, mas como isso seria possível? Vina sempre viverá! Através de suas obras, através de seus fãs, das histórias que inspirou, das pessoas que envolveu! Em mim é eterno enquanto eu dure, e eu serei sempre a estrela derradeira no infinito de nós dois.
De todas as coisas espetaculares, incomparáveis, inenarráveis que o poetinha escreveu, dificilmente seria possível eleger prediletos. Entretanto, vou ousar e direi aqui que existem os obrigatórios. Não posso transcrever todos eles, que passam pelos sonetos, pelas canções, pelas poesias simples... É quase que um impulso irresistível! Aaah! Não resisto! Para não falar dos clássicos como Soneto da Separação, da Fidelidade, do Amor Maior... por favor... não deixem de ler Ternura e o de Carnaval. Sou apaixonada neles. Não deixem de ver Dialética e Poema Enjoadinho, de saber apreciar Epitáfio nem mesmo Feijoada à Moda. As canções dificultam ainda mais uma seleção, mas Eu Sei Que Vou Te Amar é imperativa... e Eu Não Existo Sem Você, pelo menos pra mim... é inefável. E como não falar no Samba da Benção, Se Todos Fossem Iguais A Você.. e lá vem outro golpe baixo: Chega de Saudade?
Ah, Vina! Ah , poetinha... será que todo poeta só é bem grande se sofrer? Eu só sei que não há Duda sem Vina... isso é certo! Tantas vezes me consolou... tantas vezes foi a melhor maneira que eu tive de me expressar e de me compreender.... de colocar meus sonhos em palavras, meus gestos em versos... meus trejeitos em frases!
Mas de tudo que é obrigatório se conhecer do meu poetinha amado... a Santa Trindade é especial pra mim. Porque é a minha oração pessoal, é como eu invoco Vinicius pra dentro do meu EU e nós ficamos lá! Dois chapas! Falando o mesmo idioma, gostando das mesmas coisas... e eu tenho certeza absoluta que se existe uma pessoa que me entende nesse mundo, esta pessoa se chama Vinicius de Moraes, é poeta, me emprestou parte de si, para que eu pudesse nesse pedacinho dele, conhecer uma parte de mim também!
Somos librianos. Intensos, indecisos, amantes do AMOR. Sofredores contundentes. Farristas convictos. Somos dois barcos à deriva... E somos duas luzes fixas no horizonte. Tudo ao mesmo tempo. Somos duas pessoas. Três.. Cinco. Sete. Dez pessoas! Somos próximos de Deus. Somos distantes de você. Somos ligados em todo o mundo. Vivemos cada noite como se fosse a última e cada manhã como se fosse a primeira. Somos librianos. Somos a balança, mas não o equilíbrio. A balança dá equilíbrio, ela não SE equilibra. Somos o que somos, não importa o que você diga. Ele é um fiel cavalheiro. E eu uma menina com uma flor. E somos felizes na infelicidade. Porque amamos o contraditório. E somos inquietos na espera pelo AMOR a quem amamos, mas desconhecemos. Porque nos alimentamos de sonhos e da felicidade de amar em paz.
Vou transcrever os três textos de Vinícius de Moraes que representam esta Santíssima Trindade da qual falei. A chamo assim porque são textos interligados entre si. O terceiro deles faz alusão aos dois primeiros. Então, a peculiaridade deles, é que é preciso que se conheçam os dois primeiros antes de ler o último. São, na verdade, dois deles, bem famosinhos e conhecidos! O retardatário é que não é tão popular, e vem fechando a Santa Trindade, selando o compromisso entre os três, demonstrando que o fiel cavalheiro, para chamar a menina com uma flor de "minha namorada", tem que saber viver um grande amor... e saber encontrá-la, nessa selva escura e desvairada.


Para viver um grande amor
 
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade - para viver um grande amor.
Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica, e gostosa, farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor. (hahahahahahahhaha)
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.

 Minha namorada

Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber por quê

Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho

E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois
 


Para uma menina com uma flor

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.
E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você quando sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, como uma santa moderna, e anda lento, a fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara– na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora – tão purinha entre as marias-sem-vergonha – a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nestas montanhas recortadas pela mão presciente de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos – eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações – porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.



Obrigada Vina, pela companhia em todos os momentos bons e ruins! Já tive vontade de mudar o nome de Teddy pra Nounouse! hahahahahahaha Obrigada por me fazer sentir uma menina com uma flor. Feliz dia 19 de outubro de 2010.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quem mandou você gostar dessa mulher de fases?



LUA ADVERSA


Cecília Meireles


Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário 
que um astrólogo arbitrário 
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso! 
Não me encontro com ninguém 
(tenho fases, como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...



Aonde sua falta de atitude NÃO vai lhe levar.



"Plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que lhe tragam flores."
(Shakespeare)


Sua falta de atitude NÃO vai lhe levar onde você quer chegar.
Hein?
Quer uma coisa?
Go for it! Mete a cara. Conta 1, 2, 3... já e vai!
Se você quer chegar a um lugar.
Se quer conquistar uma vitória.
Se quer ouvir uma frase.
Se chegou à conclusão de que pelo menos tem que tentar roubar um coração acolá.
Se você quer emagrecer.
Conhecer o exterior.
Aprender um idioma.
Botar silicone.
Tirar a papada!
Sair do armário.
Comprar um cachorro.
Trocar de carro.
Casar.
Separar.
Ter filhos.
Fugir?
Vai!
Sabe o lugar onde quer chegar?
Sabe tudo o que sonha em conseguir?
Pensa bem.... só precisa distinguir uma coisa: depende de você?
Depende de você pelo menos em parte?
Tem como você agir sobre aquilo que deseja para que se torne real?
Estudando, se dedicando, trabalhando, rezando, sei lá?!
Vai!
Porque entre onde você está e onde você quer ir só tem uma coisa: metade do caminho para percorrer.
Quem tem vontade já tem a outra metade garantida.
Então vai!
A única coisa que pode se colocar entre você e VOCÊ é você.
Falta de atitude não leva a lugar nenhum.
Pra chegar onde se está indo basta encher os pulmões de ar e gritar!
Vai!
Vou!
VENI, VIDI, VICI (vim, vi e venci).
Já dizia César...
Dai a ele o que é dele.
E se dê o que é SEU!


;)

All flowers in heaven...



Ok. Isto é novidade. Tenho conversado com algumas pessoas e percebido que muitos de nós compartilhamos sensações, angústias, dilemas morais e emocionais! Que estar com os nervos à flor da pele não é mais uma expressão para algumas poucas horas de aflição - banalizou. Vivemos com os nervos totalmente expostos, somos toda uma grande rede de nervos pulsando dentro, fora, na pele, no peito, na mente... sensíveis demais e, ao mesmo tempo, expostos ao sereno, vamos calejando. Será que esses nossos "nervos" são renováveis, nunca deixam de ser hipersensíveis? Ou será que um dia, eventualmente, se tornarão marcas de hanseníase?

Ontem eu estava conversando por e-mail com um amigo que é "novato" no "mundo real do caos" que abriga muitos de nós há algum tempo. Bem meus amigos, a primeira coisa que preciso lhes contar é que todos nós vivemos nesse "caos ordenado".. a única coisa que varia é o nível de consciência que temos a esse respeito. No caso desse nosso colega, que chamarei de Feodôncio, o trauma está sendo se dar conta, de uma hora pra outra... tipo isso - drasticamente - que o mundo não é rosa com bolinhas azuis, borboletas saltitantes e flocos mornos de neve .

O difícil é entender que os problemas que lhe fizeram amargar antes, agora lhe causam mais saudade do que dor, porque a vida longe "daqueles problemas"  se transformou num imenso vazio. Num imenso "não ter o que fazer, não tem por quem fazer, não ter de quem cuidar, por quem viver, trabalhar, dormir e acordar"... 
Há um tempo atrás comentei que iria conhecer um rapaz novo que ficou viúvo e que tinha uma história de filme. Acho que foi um post chamado "a bunch of toughts".

Pois eu o conheci.

Bem demais. Rápido demais. Fundo demais. Porque essas coisas acontecem comigo. Se somos todos livros, eu tenho uma facilidade pra ler que, desculpem o clichê... só posso ter tirado essa habilidade de leitura dinâmica-instatânea de Marte!

E, voltando ao antigo post, eu não poderia estar mais certa, nem mais errada ,com relação a ninguém. Tudo o que eu disse eu mantenho... mas acrescento apenas que não é uma história de filme, de livro... é uma coisa além. É uma história de livro que virou filme... mas é uma grande benção e uma grande maldição.

Quem ousar julgá-lo, além dele próprio, claro, melhor não se atrever a falar um "ai" que seja pra mim.  Eu não admitiria.

Mas ontem ele me enviou um e-mail muito triste. Que me fez pensar... hahahaha Oooohhhh! E me fez querer escrever aqui mais sobre esta história.

Depois de um fim de semana de bebida, música, sentimentos conflitantes e uma tentativa "atrapaiada" (como dizem os goianos) de tocar a vida.. ele estava naquele clima que os brasilienses chamam de "a bad"... uma mistura de ressaca moral com ressaca física... é tipo quando dizem que se usa droga e tem "bad trip" eu imagino... Sensação velha conhecida de quem extrapola e depois pensa: "Puuuuuuutz! Que meleca! O que danado é isso? Esse não sou eu! Tenho que diminuir esse ritmo, pensar o que quero da minha vida, estudar, malhar, acordar cedo, blá blá blá"...

O que eu disse pra o meu amigo, codinome Feodôncio, foi mais ou menos o seguinte... Que eu o entendo muito bem, embora nem imagine o que ele sente realmente -  por mais confuso que isso possa parecer!

Ele disse que não queria pena nem dó. Bom, não é pena que eu sinto. Não mesmo! As vezes tenho INVEJA...(pode parecer loucura... mas tanto no outro post como nesse tento explicar...) As vezes tenho simpatia... Mas não sinto dó, sou solidária na dor e na saudade que ele sente...  E sinto uma enorme compaixão, afeto mesmo. Sou solidária dos que sentem dor e saudade, ainda que uns saibam porque sentem e outros não.

Pois bem! Farra é uma ótima válvula de escape. Indo para uma balada comentei com ele: "Lembra da sua dor agora? Duvido!" Mas passada a euforia... a sensação é uma merd@! É como tomar um grande analgésico... e depois que o efeito passa ter que encarar o tanto que a dor aumentou nesse meio tempo.

Uma vez fraturei a costela. Tomava o relaxante muscular e o analgésico e ficava ótima. Tão bem que esquecia de ter cuidado. Sentava, levantava, ria, me movia com a maior liberdade! Quando o efeito passava eu pensava... "Pouxa! se não tivesse tomado o remédio tinha ficado quietinha, ia sarar mais rápido e não tava doendo tanto agora... só fiz me magoar toda!" Alguma semelhança? Que belas costelas são nossos corações, hein?!

No penúltimo post eu acho que viajei no tanto que felicidade é diferente de euforia! E como, passada a euforia, o êxtase, nos sentimos idiotas, vazios, OCOS! Como se correr tanto, pular tanto, voar tão alto não fizesse sentido algum! Mas nada disso é real! Calma! Nem é verdade que somos ocos. Nem é verdade que voar não é importante.

Precisamos aprender a conviver com nossas contradições. Eu consigo porque preciso, e ele vai conseguir - eu lhe disse e acho mesmo que sim- porque também precisa! E porque nós só não conseguimos "algo" quando podemos "nos dar ao luxo de falhar" ou de fraquejar..

E nós não podemos, certo? Nem eu... nem meu amigo Feodôncio!

Então vamos por partes! Vou ajudá-lo, ao Panfúncio, Feodôncio, Tilbúrio! Whatever!

Primeira coisa: Deus.

Tira Ele disso. Ele não tem nada com nossas dores, nossas dúvidas, nossas quedas, nossas vitórias e derrotas. É só Alguém que vibra conosco e que chora nossas lágrimas. Escrevi sobre isso no post que fiz antes de conhecê-lo eu acho.. ou num logo em seguida... mas não tenho certeza. de qual! Coloquei pra ele e vou colocar aqui a mesma coisa de uma forma que acho que ele - Feodôncio -  entenderia... e qualquer um que ler isso. Não é que seja agradável, eu preferia não ter esse exemplo. Mas tenho, é real e concreto. É sensato e palpável.  Será mais fácil entender quem tiver lido "A bunch of toughts" e conheça a história do meu amigo, ok?

Feodôncio amava Ariadne (era como se chamava sua esposa). Embora ele a chame ainda de "minha esposa" optei por usar o nome. Ex eposa acho que ela nunca vai ser  :) Então chamo pelo nome que é lindo, e tem uma história... Todo mundo conhece a história do "fio de Ariadne"? Ela era filha do Rei Minos, de Creta, e ajudou Teseu a entrar e sair do labirinto do Minotauro... ela é uma orientadora... uma bússola. Será sempre a dele.. é o que eu penso e foi isso que lhe disse.

Feodôncio a amava muito. Mas muito muito muito muito messsssssssmo. Ainda assim, não pôde evitar que ela ficasse doente, pôde? Nem que sentisse dores, ou medo, ou frio. Nem que chorasse e que partisse...

Deus é assim com a gente.

Tudo que Feodoôncio podia fazer para que Ariadne se sentisse melhor, ele fez! Tudo! Imaginem qualquer coisa. Imaginaram? Ele imaginou antes e botou em prática. Cuidou dela em todos os momentos, esteve SEMPRE ali. Ouviu, acalentou, confortou, pôs nos braços, tudo. Nunca deixou  de lhe dizer o quanto era linda, nem o quanto era amada, especial, corajosa! Mas ELA teve que sentir cada dor, passar por  cada tratamento, ouvir cada má notícia, tomar as injeções, perder os cabelos. Ela teve que sentir e superar  o próprio medo. E no fim, ela teve que ir embora em sua própria jornada.

Deus é assim com a gente.

Ele nos ama. Se permitirmos, ele fica ao nosso lado e faz tudo pra que nosso fardo seja menos pesado. Mas o fardo é nosso. E Ele não pode evitar que a gente caia, que a gente quebre a cara ou o coração (ou a costela!)... que sinta medo e raiva e solidão. Ele irá sofrer por nos ver sofrendo, mas isso não irá mudar o fato de que nós estamos sofrendo.

Ninguém é penalizado por Deus nesse mundo. Deus é muito superior para se "ofender", portanto, não sente necessidade de punir ou perdoar. É que temos essa "umbiguite".. como se o mundo girasse ao nosso redor! "Por que isso comigo?" "Por que EU sofro tanto?" "Por que só acontece injustiça comigo?" Êêêê grama do vizinho que é sempre mais verdinha!!!!

Ariadne seguiu o caminho dela.. isso NÃO é punição pra ninguém. É só experiencia, aprendizado, depuração, lapidação espiritual de cada um. Era o projeto dela, o propósito dela. E também o dele até um certo ponto... Agora é desapego. Ninguém é de ninguém. Só o que somos conta.

Nem nosso corpo é nosso "realmente". No fim das contas, vejam só: precisa de uma lei dizendo até que ponto você dispõe dele, depois de religião, dizendo como dispor do que você pode dispor do seu corpo... tem a medicina dizendo o que é ele - corpo - e quais seus limites... E tem o guiness book! botando tudo isso à prova! E aí morremos e  tem uma solução prática a ser tomada e seu corpo vira "despojos" e tem que ser delicadamente despojado, claro! Se vai cremar, enterrar, fazer uma pira, botar numa jangada! Não sei... Mas ele nem é mais seu.. é dos seus parentes... depois não é de ninguém e finalmente não é mais nada.

Mas pensar nisso é macabro, certo? Com relação a você é, no mínimo, macabro! Com relação aos outros é  huum.. disgusting? Macabro também? Weird! Sádico! Com relação a alguém que você ama pode ser desesperador...

Muda o canal....

Meu amigo Feodôncio tá tocando a vida. Pensou, concluiu que fez o melhor que pôde, e Deus sabe que ele fez. E está tentando senão viver... sobreviver.

Ele bebe, frequenta lugares com baixa vibração, que é onde se "compra euforia", mas depois vem o "preço". - porque no mundo real é assim, cumpadi... consumiu? Tem que pagar. Lei da ação e reação.

E agora vou me incluir... porque eu faço isso.. ultimamente então! Menina! Se faço!!!!  Se vendesse euforia nas bancas eu tava sustentando a fábrica... só ia mudando os sabores: chiclete com banana, sertanejo, steve angello, michael bublé, eva, samba, sertanejo, opa! uma fugidinha!

Depois vem aquela sensação de "ops!" Exagerei, né? E ficamos nos punindo pelas nossas insatisfaçoes, pela saudade do que não sabemos (no meu caso), ou sabemos (no caso de Feodôncio)... pelo medo do desconhecido.. sentindo auto piedade da zorra que fica nossa mente, nosso coração!

Ficamos com raiva, iraaaaaaados, muito Ps da vida porque nos sentimos fracos e tomamos conciencia da nossa vulnerabilidade!.. E como não iremos, não queremos - nos recusamos terminantemente - a reconhecer isso (nossa fraqueza e vulnerabilidade), abafamos tudo no nosso "inconsciente".

Resolvemos que facilita se nos sentirmos injustiçados, abandonados por Deus.. ou ao menos negligenciados pelo Ele! E rebeldes (cuja causa é ser sem causa). Plenamente justificados a sermos irresponsaveis, egoistas e imaturos!

Inventamos desculpas excelentes (pra boi dormir): sou jovem, já sofri muito, já pensei muito nos outros, que se danem os valores sociais... e metemos o pé na jaca como se fosse um grito de liberdade.! " Aaa-há! Tá vendo, sou ninja"? ;)

Mas não se enganem... hora nenhuma nos iludimos de que seja um grito de liberdade meeeesmo...  Sabemos que estamos sendo irresponsaveis, influenciáveis e fracos... E passada a porcaria da euforia vem a culpa! Droga!

Porque, na verdade, tudo isso está em ebulição no nosso inconsciente "não tão inconsciente quanto gostaríamos" e na nossa alma, tudo latente... próximo demais à superfície. Nervos à flor da pele, lembram?

E então nos sentimos culpados duplamente: porque gostamos e queremos repetir tudo de novo... (a resenha do pé na jaca.. ops! Do grito de liberdade!). E porque odiamos adorar querer tanto isso! E então não nos reconhecemos por um momento.. ou por um tempo. Por que, afinal de contas, eu não sempre estive no controle da minha vida? Não foi inspirada em mim que a Globo lançou o "Gente que Faz"?

E viver assim é perturbador.. principalmente pra um iniciante como Feodôncio. Ele me perguntou como eu consigo. Eu respondi: porque eu não tenho o direito de não conseguir, ué!!! E depois de um tempo... eu até acho engraçado: "Aliás, como você NÃO consegue?"

Outra coisa: existem vazios e vazios.


Não sejamos generalistas quando o assunto é esse enorme buraco negro, esse oco dentro de nós, de mim.
Por exemplo... existe um vazio que chamam de melancolia. e com o qual eu, que acredito na espiritualidade e na continuidade da vida, SEMPRE me identifiquei.

É como se a OUTRA vida fosse a real.. e essa fosse a cópia. Lembram de Platão? Mundo das idéias e mundo real? Esse aqui é o falsiê.. o genérico. Por isso sinto saudade do meu "eu" de lá.

A Melancolia, para François de Genéve (Bordeau) seria descrita assim:

" Sabeis por que uma vaga tristeza se apodera por vezes de vossos corações, e vos faz sentir a vida tão amarga? É o vosso Espírito que aspira à felicidade e à liberdade, mas, ligado ao corpo que lhe serve de prisão, se cansa em vãos esforços para escapar. E, vendo que esses esforços são inúteis, cai no desânimo, fazendo o corpo sofrer sua influência, com a languidez, o abatimento e uma espécie de apatia, que de vós se apoderam, tornando-vos infelizes.
Acreditai no que vos digo e resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. Essas aspirações de uma vida melhor são inatas no Espírito de todos os homens, mas não a busqueis neste mundo. Agora, que Deus vos envia os seus Espíritos, para vos instruírem sobre a felicidade que vos está reservada, esperai pacientemente o anjo da libertação, que vos ajudará a romper os laços que mantém cativo o vosso Espírito. Pensai que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão de que já não podeis duvidar, seja pelo devotamento à família, seja no cumprimento dos diversos deveres que Deus vos confiou. E se, no curso dessa prova, no cumprimento de vossa tarefa, virdes tombarem sobre vós os cuidados, as inquietações e os pesares, sede fortes e corajosos para os suportar. Enfrentai-os decisivamente, pois são de curta duração e devem conduzir-vos junto aos amigos que chorais, que se alegrarão com a vossa chegada e vos estenderão os braços, para vos conduzirem a um lugar onde não têm acesso às amarguras terrenas."

Esse vazio que eu atribuo a uma melancolia, a uma saudade do que não sei, é diferente do OUTRO vazio... o que vai nos corroendo por dentro...

O que acontece muitas vezes é que, ao tentar preencher um... criamos o outro.

Um pode lhe deixar pensantivo, solitário, introspectivo... Mas o OUTRO.. o outro vai lhe deixar louco. CERTEZA.

Ele consome, queima...

E o problema é que é bem esse vazio torto aí que o consumo de euforia  acaba alimentado como consequencia indesejada... é eeeeele que cresce quando eeeela passa... E agora, Feodôncio?

A boa notícia é que este segundo vazio maluco é retrátil. Não é a primeira vez que  eu, por exemplo, crio e depois me livro. Basta deixar de alimentá-lo. Você sabe como. Eu também. Todos sabemos. A pergunta é: Queremos? Iremos? Quando?

Sabem o que mais de Feodôncio? Ele é inacreditável! Quando Ariadne estava dodói tinha o perigo dela engasgar durante a noite... Sabem o que ele fez? Passou três noites acordado o tempo TODO vendo se ela  ia engasgar dormindo, claro! Sentado na beira da cama. Vigiando. Isso foi ou não fantástico.? Eu me fascinei. É lindo. E ele fala sem se dar conta do tanto que é impressionante. Como se fosse o óbvio a se fazer. Como se qualquer outro no lugar dele fosse agir exatamente da mesma forma. Com tanta simplicidade e humildade! O que torna ainda MAIS impresssionante.

E aí, de uma hora pra outra, Feodôncio cai nesse mundo real e caótico! Uma pessoa assim como ele.. que vivia entre as borboletas saltitantes... Não tenho dó. Tenho inveja. Queria eu também um dia conhecer essas tais borboletas... Mas convenhamos: fácil não é.


Feodôncio dá conta porque ele TEM que dar. Ele deve isso a si mesmo. E eu gosto de pensar que Ariadne se foi... mas deixou um fio, neste labirinto que é o mundo, orientando o seu Teseu.

Aaaahhhh... as coisas irão se acomodar.

Onde Deus estava? Onde ele está? Feodôncio me perguntou.

Minha resposta? Um tanto óbvia. No mesmo lugar. Dentro dele. Dentro de mim. Dentro de cada um. O homem é seu próprio templo. Papai do Céu é como uma centelhinha.. uma luzinha de árvore de natal. Quando você quiser ela acende.. ela pisca, ela brilha mais ou menos. conforme a energia que liberamos pra ela... Mas nunca está ausente... é como as estrelas: não precisamos vê-las pra saber que estão no céu. Nós que não olhamos pra cima. Nós que cortamos a energia, desligamos o fuzível da nossa luzinha. Somos nós que nos isolamos, não Ele. Eu sei disso. Feodôncio sabe disso. Você que está lendo também.

A vida que ele tinha não pode mais ter. Tenho inveja porque penso que eu talvez nunca tenha nada parecido! Será? Tanta gente morre sem ter! Ele é um felizardo. Não tinha nada, e teve tudo! TUDO! E ao invés de reclamar porque perdeu, devia agradecer por ter tido. Seu Feodôncio bobo!

E agora... bom... agora eu não sei.
Talvez ele tenha algo muito bom também. Nem melhor nem pior. Muito bom também.
Talvez fique só.
Talvez construa uma família diferente, adote filhos.
Talvez comece uma instituição.. uma creche... para crianças... para pessoas com câncer.
Talvez ele tropece numa casca de banana, caia e morra.. talvez viva 113 anos!
Não sabemos o que será, temos que fazer o nosso melhor até que nos seja revelado.

Bom... mas eu consigo conviver com isso. Precisamos só dosar. Dosar tudo. Do vazio à euforia... da responsabilidade à insanidade!  Encontrarmos um equilíbrio e tocarmos a vida...
Pensemos sobre isso e descubramos de que modo iremos agir... porque não agir NÃO é uma opção.
Keep walking. Go... move... let's cross over.. como diz "Comer, rezar e amar".

Sabem... "livre arbítrio" é um conceito engraçado pra mim...  Na minha opinião NÃO podemos NÃO acertar. Podemos apenas escolher o QUANDO... mas isso fica pra ooooutro post.. oooooutro dia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

I´m in love with the idea of love...

Tudo sobre você

Composição: John Ulhoa - Zélia Duncan


Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você


E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer

Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você


Por que em tão pouco tempo

Faz tanto tempo que eu te queria?
Estou mega em falta com o blog! Teve feriado, e além disso o ritmo de trabalho está frenético no escritório. Achando pouco, agora tenho dois blogs para atualizar! hahahahaha Tudo bem que eu sou "faixa preta", mas tudo tem limites e acabou que dei "uma fugidinha" nos últimos dias...
Como tenho sentido muuuuita necessidade de escrever, mas não tenho tempo, nem sei quando terei, resolvi usar novamente um pouco de uma música pra me inspirar. Hoje vinha para o trabalho e coloquei esta canção pra tocar no carro. É muito linda, né? É o tipo de música, naquela classificação de "my soul music" que  a gente gostaria  muitíssimo que alguém cantasse pra gente... E no fim das contas... a verdade é que gostaríamos também de cantar para alguém. 
Porque por mais que seja uma declaraçãozinha, é tão meiga e doce ue não remete àquelas paixonites sofridas e angunstiantes, mas àquelas coisinhas mais platônicas e fofinhas... Poderíamos até, forçando uma barra, dizer que é um "roer do bem"! hahahahahahaha
Eu conheço uma pessoinha muuuuuuuuuuito teimosa que me diz sempre: "Duda, eu fui muito feliz fazendo alguém feliz. É isso que um relacionamento deve ser pra mim. Na verdade, é até um pouco de egoísmo da minha parte, veja bem, tudo o que eu quero é ser feliz... e pra isso eu só preciso fazer a pessoa de quem eu gosto feliz... Então sou um pouco egoísta. Mas vê-la feliz me fez feliz."
...
Um minuto de silêncio, né gente? 
...
Que coisa linda! Isso é tão perfeito que é surreal. Parece conversa pra boi dormir, parece "migué", papo furado, bullshit! Mas não é, viu? NESSE caso, não. Que bom, realmente, que coisa fantástica que ainda exista gente assim no mundo. Obrigada, Papai do Céu, por me dar a oportunidade de dividir com outras pessoas esta informação, para que além de mim também elas saibam que "there is still hope in love".
Outro dia eu estava falando sobre "saber amar e saber ser amado"... pois bem. Amar alguém envolve "nos deixar ser amados", aceitando o amor que o outro tem a nos oferecer...  E envolve também amar a esta pessoa POR CAUSA DE, PELOS SEUS DEFEITOS e não APESAR DELES. 
Deixa eu explicar.
Ninguém é perfeito. Ponto.
Mas existe alguém por aí que pode ser perfeito pra você. Sentiu a diferença? Por causa dos defeitos e imperfeições,  pelas manias, pelos trejeitos, por causa das implicâncias... porque ronca de um jeito esquisito, porque dorme de um jeito diferente, porque senta em cima do pé, porque come pizza com a mão, porque sempre senta na mesma poltrona do cinema, porque come pipoca com pimenta ou sorvete com canela! Porque canta desafinado ou tem mania de limpeza! Fala pelos cotovelos... Chora fácil.. ri feito um hiena desgovernada, tem alergia a lactose, adora sol, adora chuva e frio, conta piadas ridículas.... enfim! Alguma coisa que possa ser absolutamente irritante ou vexatória, mas que você, somente você, possa tirar de letra, sabe?  E até sentir falta!!! Achar "cuti-cuti"... 
Alguém perfeito pra você porque vocês dois sabem revesar perfeitamente quem estará de mau humor durante o dia em todos os momentos de forma alternada; ou quem come as bolachas claras e as queimadas; quem gosta do recheio do serenata de amor e quem prefere o chocolate; quem come o sorvete e quem fica com a casquinha do MacDonalds; quem cozinha e quem lava a louça; quem monta a árvore de Natal e quem desembala os enfeites, e quem viaja na janela do avião! Porque você ODEIA azeitona como eu, mas o outro adoooora e vai comer todas! Como se o fato de você odiar as azeitonas e dar pra ele uma coisa que ia pro lixo fosse uma espécie de prova de amor! "Amor, fala a verdade, você nasceu não gostando de azeitona só pra me agradar, né?" Vai entender!
Diferenças podem ser complementares ou podem ser incompatíveis. O nome é auto-explicativo. Não é que não possam existir algumas diferenças "incompatíveis" entre um casal afinado.. mas elas têm que se limitar ao que caracterize a individualidade de cada um e pronto! Água e óleo não se misturam = diferença incompatível. Não é como aquele chocolate em pó de café da manhã de hotel... ali dá um trabalho da "muléstia", mas um dia dissolve no leite frio e fica uma beleza! 
Hellooooo! Bater com a cabeça em prego não é romantismo, é ignorância.
Mas de que adianta tanta retórica, tanta teoria, tanto blá blá blá...? Tudo isso é muito interessante. É real. É plausível. É sensato. É "o ó do borogodó"! Mas no fim das contas... a gente quer amar e ser amado. A gente quer pele. Quer gosto. Quer cheiro. Quer mergulhar no outro.
Me despiria do meu racionalismo com o peito em festa e a cabeça em redemoinhos para sentir borboletas voando no meu estômago... Para me sentir ridiculamente ansiosa e insegura ante a perspectiva de simplesmente encontrar alguém! Abriria mão da lógica e do bom senso para tentar segurar o coração no peito só com o ar dos pulmões ao simples pensamento de um rosto, à lembrança de um voz,  ante o encontro de um toque... Queria olhar nos olhos de alguém e enxergar ali DE VERDADE MESMO as janelas de sua alma... sabendo que estáriamos assim, janela frente a janela. 
E se fosse assim...  
NÃO SEI SE EU SABERIA CHEGAR ATÉ O FINAL DO DIA SEM VOCÊ.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Já pensou que é mais difícil ser amado que amar?


Saber Amar
Os Paralamas do Sucesso
Composição: Hebert Viana

A crueldade de que se é capaz
Deixar pra trás os corações partidos
Contra as armas do ciúme tão mortais
A submissão às vezes é um abrigo

Saber amar
Saber deixar alguém te amar


Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio

Saber amar
Saber deixar alguém te amar


O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar

Saber amar
Saber deixar alguém te amar


Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio

Saber amar
É saber deixar alguém te amar
Todo mundo quer ser amado e quer amar.. mas não sabemos deixar alguém nos amar.. queremos que a pessoa nos ame "assim ou assado"... Sabe aquilo que Shakespeare disse? "As vezes se uma pessoa não o ama como você gostaria não significa que não o ame com tudo que pode, mas algumas pessoas simplesmente nos amam, mas não sabem demonstrar ou viver isso".. Algo assim? Pois é? Criamos uma ilusão, um modelo, uma perspectiva de COMO queremos, merecemos, devemos ser amados e esperamos... esperamos... e AI do outro de não corresponder às nossas expectativas! Sofremos imensamente e lhe jogamos na cara "o quanto ele ou ela nos faz infeliz e miserável". Pára! Para tudo! Não está vendo? Não parece óbvio agora? Nós quem nos fazemos miseráveis, e nós que fazemos o outro miserável! Isso! Olha que loucura! Achamos que somos a vítima e somos os mega-vilões! Lembram a música de Oswaldo Montenegro que citei esses dias? "deixa tudo que eu não disse, mas você sabia, deixa o que você calou e eu tanto precisava, deixa o que era inexistente e eu pensei que havia, deixa tudo que pedia, mas pensei que dava..."
Puuutz!  
Pensem no assunto, ok? E, quem sabe, um dia não tirem uma foto linda assim...?
God bless ya!

Sempre não é todo dia...

Sempre Não é Todo Dia

Oswaldo Montenegro

Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Olhei pro meu espelho e hááááaaa!
Gritei o que eu mais queria
Na fresta da minha janela
Raiou vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia
E eu que já sabia tudo
Das rotas da astrologia
Dancei e a cabeça tonta
O meu reinado não previa
Olhei pro meu espelho e hááááá!
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Botei o meu nariz a postos
Pro faro e pro que vicia
Senti teu cheiro na semente
Que a manhã me oferecia
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Olhei pro meu espelho e há!
Gritei o que eu mais queria
Na fresta da minha janela
Raiou vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia
E eu que já sabia tudo
Das rotas da astrologia
Dancei e a cabeça tonta
O meu reinado não previa
Eu hoje acordei tão só
Mas só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia



Legacy


A todos é deixado um legado... você conhece o seu?

Gente... eu sei que sou suspeita.. mas tá MUITO massa a minha história em Legado! hahahahaha Tô me achaaaaaaando a nova JK Rowling! hahahahahahaha! A princípio seriam 4 "livros".. cada um representando um elemento. Começando pelo Ar. Já tenho muita coisa.. quase tudo pronto na minha cabeça... E é isso.. vai saindo à medida em que vou escrevendo! It would be my pleasure if you decided to join me! :) Seja muito bem vindo!

Let the show begin!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

INTENSIDADE


Ok. Vou confessar. Depois de alguns dias sem escrever por não PODER. Começo a evitar o blog e, de repente, sinto como se não CONSEGUISSE. Como se não pudesse mais escolher entre todas as coisas, ou condensar todas as idéias.

Esses dias me perguntaram quanto tempo demoro para escrever um post. 20 minutos? 30? 40? Não sei!


 Por aí! E isso pareceu uma resposta surpreendente! Surpreendente é como é difícil ter que esperar 20 minutos para colocar no "papel digital" algo que está absolutamente pronto na cabeça em 20 segundos! hahahahahahaha Isso é fantástico! Muitas vezes não consigo escrever porque o pensamento vai embora antes mesmo que consiga capturá-lo e lançar-lhes os grilhões da "tinta" (?) do teclado.

Ontem assisti aquele filme do qual todo mundo tem falado tanto: Comer, rezar e amar. Muito bom. Recomendo tanto para quem gosta de pensar quanto para quem não gosta, mas por razões distintas.

Só alerto aos que gostam: pode dar um pouco de medo! E se você pensa demais, sente demais (sofre demais?) e não pode tirar um ano para comer na Itália, rezar na Índia e amar em Bali? E se alguém diz na tela do cinema que pensar demais e sentir demais não faz bem (tudo bem... not great news, hã?) mas você se dá conta de que existem pessoas que realmente se tratam por isso? Que destroem suas vidas? Hein? Quer dizer... O cara lá.. que chama a Julia Roberts de "Groceries"... o gente boa lá do Texas que estava na Índia... ele também pensava e sentia muito.. e arruinou a vida usando válvulas de escape. E EU uso válvulas de escape.. mas não estou afim de arruinar minha vida, claro! hahahahahaha (ele não devia estar, of course), mas EU estou no controle (ele devia pensar assim...), não! mas eu sou diferente! Aaah, mas isso é só um filme! E o que eu estou pensando e dizendo? Jeez! Claaaaaro que eu sou muito mais nova e focada, e equilibrada... Né? Hein? Alguém pode confirmar, please? Só pra me agradar? hahahahahaha

Então! E a Liz - Julia Roberts - ela vive O relacionamento dela. Mas ela tem quantos anos? Nossa.. eu já fiz isso... mas na idade dela não estarei mais fazendo, certo? Nem estou mais fazendo na MINHA idade! (claro que estou solteira.. mas no meu próximo namoro, vocês vão ver só!) E todo filme é exagerado mesmo, né? Meio como uma caricatura. Né? hahahahahahahaha

Alguém está entendendo o que estou fazendo? Com tantos "nés?" e "heins?" Não é que realmeeeeente eu seja tão tapada e insegura... Nem que não seja! É só que pessoas que pensam demais, desconfiam demais.. se identificam demais! Estou alertando! É como um hipocondríaco que trabalha numa companhia de publicidade com empresas farmacológicas. Coitado! Deve ter depressão no pé e herpes no cérebro!
 
Sabe uma coisa que achei legal? O "rezar" no filme. O "buscar" Deus. A melhor oração para mim foi a primeira... especialmente "a que não foi". Quando Liz disse que quase começou a rezar dizendo: "Deus, sou uma grande fã de Seu trabalho". Amei! E não é absolutamente verdadeiro?! Minhas melhores inspirações religiosas saíram de obras "nada puramente" religiosas. O melhor Jesus que já conheci? Não preciso pensar: Operação Cavalo de Tróia, de J. Benitez. É lá que encontro meu irmão, NOSSO irmão, o cara que me ensinou que Abba é Pai. Pois é: Abba... sou uma grande fã do Seu trabalho!

Me disseram, mudando um pouco de assunto, que o mundo está passando por uma grande influenciação energética. Que todo o trânsito de energias na atmosfera do planeta está atuando sobre as criaturas vivas das formas mais variadas possíveis, e que todos devemos estar vigilantes, atentos e serenos.

Eu acredito, como disse antes, em espiritualidade, espiritualização. Acredito em energia, não só pelo que sinto, também pelo que já se provou. Acredito que a física quântica, e outras ciências que se desenvolverão a partir dela, trarão grandes revelações e avanços.

Partindo de tais pressupostos e das coisas que tenho visto e sentido em mim, em outras pessoas e no mundo ao meu redor, estou tendenciosa a acreditar no que me disseram. Há alguns posts atrás falei em Glória Coelho e na sua fissura por números.... alguém leu? hehehehehe No mesmo artigo em que ela comentava essas "viagens" o título era algo como "somos todos pó de estrelas". Seríamos todos energia, quer dizer, a matéria, em quaaaalquer densidade, seria constituída de energia, mais densa ou mais sutil.... "tão sutil" que nem podemos imaginar, nem mesmo as mentes mais férteis... (aí já não é Glória nem a física quântica.. já sou eu e minhas próprias viagens). E essa energia, embora seja única e idêntitica, é mutável, é elástica e versátil! Adquire tons e texturas, e é dela que tudo que existe no tempo e no espaço se constitui. É nisso que acredito. E a partir dela - da energia - se fez tudo o mais (há algo parecido com isto numa série de livros meio que infanto-juvenil cujo titulo em inglês é His Dark Materials - muito boa!).

Não estou descreditando ninguém! Muitos pensadores e cientistas estão certos, desde que consideremos "suas verdades" a partir do ponto do qual iniciaram sua narrativa do mundo e a partir das limitações que lhes foram impostas pela própria natureza, pelo tempo, pelo espaço e pela nossa própria pequenez como espécie humana! Veja Darwin, por exemplo, de quem sou fã assumida.

Acredito também que devemos saber as coisas paulatinamente... na medida em que estajamos prontos para compreende-las, absorvê-las. Por isto Cristo veio e nos falou por parábolas... e antes dele Moisés, Maomé.. sei lá (não sou muito boa com história da religião, sorry)... nos trouxe os 10 mandamentos... e depois o Espírito da Verdade, os ensinamentos espirituais...

E o que mais há de vir?

Inclusive, tenho esta teoria, que não sei de onde tirei de que, se Cristo tinha que voltar, já voltou como o próprio Espírito da Verdade, ou através dele ou de seu legado...

É que não consigo imaginar aquela imagem de cabelos dourados e nariz afilado (tão anti-nazareno, diferente do perfil étnico e biológico das pessoas que nasciam naquela região do mundo há mais de 2000 anos!) que as pessoas insistem em pintar (!), descendo no pôr do sol de braços abertos.. com o mar de pano de fundo... e aquelas alminhas com auras douradas se elevando até o céu com um fundo musical de vozes angelicais e golfinhos pulando na água!!! Me chamem de mulher de pouca fé! Acho bonitinho, mas piegas.. brega mesmo! Nada prático! Ingênuo e babaca! Chega a ser engraçado! Owww! Que mané redençãon é gente? Vamos ralar! Reforma íntima, evolução moral, estudo, crescimento intelectual, fraternidade, caridade... mas mané redenção! Desculpem a "xuleza"...

E outra! Isso de que se os espíritas não derem conta a espiritualidade irá falar por "pedras e paus" ou sei lá como é! Me poupem também. De que a espiritualidade falará por livros, filmes, novelas, coisas INANIMADAS! Gente... pelo amor de Deus! É só uma metáfora pra dizer que não importam os meios, mas os mediadores! Por quaisquer meios que estejam diposníveis/dispostos a dizerem o que têm que ser dito. Porque é o seguinte: se pegarem coisas inanimadas e colocarem-nas a falar as mesmas coisas que as pessoas medíocres já vinham falando, qual o propósito? E quem está por trás das novelas, livros, filmes? As plantas??? De que servirão "pedras e paus falando asnices"?

But that´s just me! E eu não sou um modelo de paciência e cortesia quando chega a essas questões, right?

Então o negócio é o seguinte: Buda era um cara "safo"... (Eu sei! Hoje tô impossível, né? Meu trabalho está me matando! Meu pai apareceu depois de 20 dias sumido... mas naaaaaaaaada aconteceu... minhas contas me levam a crer que andei usando drogas alucinógenas sem meu próprio conhecimento, porque só posso ter surtado pra ter gasto assim! ... e estou me achando gorda! Qualquer outra mulher teria cometido suicídio, corrido no shopping, brigado com o namorado - peeeeeeeeeem! não tenho um! - ou tido uma crise de nervos e tomado um lexotan... eu só estou sendo contundente! me deixem!).. então.. Buda, um cara "safo"... falou uma coisa que eu acho simplesmente brilhante: o templo do homem é o próprio homem.

Tira um tempinho. Bate um papo exxxxxxxperto com Abba (reza por mim! hehehehe)... tenta sorrir com o fígado (ajudou Julia Roberts no filme!)... Mas antes de mais nada... pára e pensa. No que eu preciso pensar? Isso! EU tenho que colocar isso em prático.. e não foi o filme que me mostrou... estou vendo.. é uma questão de sanidade. Eu preciso filtrar uns pensamentos, e não esquecê-los. Então vamos mentalizar esse enorme baú dentro de nosso cérebro... e uma chave, uma senha secreta, um cartão magnético.. algo que combine com você... um leitor optico! Qualquer coisa! Abra o baú e coloque lá tudo que não estiver usando agora, tudo que estiver entulhando sua cabeça, sua vida, seu coração!

Quem me dera colocar minhas contas..!! hahahahaha Opa! Tem que ser bom senso! Use seu baú com responsabilidade, hein? Falando em contas... estou colocando um dos meus rins à venda! Alguém tem interesse!? Divido o valor no cheque! hahahahahahha

Ai ai... Põe no baú sentimentos negativos, pessoas ou problemas com pessoas que não podem ser resolvidos agora... põe lá dentro dúvidas que estão só te matando por dentro! Põe aquela faca que você usa pra se apunhalar diariamente! Coloca lá dentro aquele frasquinho de veneno que você costuma salpicar nas outras pessoas! Deixa lá aquela saudade sufocante... a incerteza... põe, nem que seja por um fim de semana a monografia! hahahahahahhaha Deixá lá o espaço do chefe reservado pelo menos para todos os fins de semana. Coloca dentro de um saco, grampeia e põe lá no fundo todos os ex que te fizeram mal! huahuahuahauhua... E é isso! Bola pra frente... No final.. não se preocupa que sempre vai dar pra colocar trambolho no baú, tá? É tudo pó. É tudo energia... fica tudo ali... No buraco negro do esquecimento. E todo esse espaço que for livrando.. preenche de coisa boa! De letra de música, de poesia.. de rostos queridos, de cheiro bom: de mar, de planta, de chão molhado de chuva! E de amor! e de Abba!

Uma das últimas frases do livro foi legal... porque é algo que eu instintivamente sabia.. Quando Liz acha que está equilibrada, ela tem medo de amar outra vez e perder o equilíbrio. E sabe o que o shamã desdentado ensina pra ela? Que "as vezes para viver uma vida equilibrada é preciso amar e perder o equilíbrio"... Não sei se tem relação com meu signo que é balança... essa busca pelo equilíbrio e este desequilíbrio permanente... Mas o verdadeiro equilíbrio está em diferentes pesos mesmos! Está nas diferenças.. nos desequilíbrios.. Eu sou libra, balança... equilibro os outros.. mas sou uma bagunça! A balança desregulada! Instável, 8 ou 88888888888!

Sabe o que acontece? A igualdade entre duas pessoas tende a trazer desarmonia quando chega ao campo do amor-reacionamento porque um não tem o que dar ao outro, em ambos sendo pares. É preciso diferença para que haja troca, para que haja perda e ganho, e EQUILÍBRIO. Então o desequilíbrio no amor é, indeed, parte do equilíbrio na vida. Velhinho esperto!

Sabem que eu juuuuuuuuuuuuro que estas coisas que escrevo vem "brotando" na minha cabeça à medida que vou passando a mão sobre o teclado? Incrível, né? Me fascina! É como se tudo estivesse dentro de mim, só esperando para explodir! Eclodir! Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuum! E antes estava lá.. implodindo.. sufocando... lutando por espaço dentro do caos e do tumulto! hahahahaha Só que não é algo que eu possa botar no baú... Porque esses pensamentos não são só meus, só pra mim. E eu SEI disso.  Ooooowww Abba! I´m such a big, a huge fan of yours! Why don´t you tell me what to do?

Ahhh! E tem mais!!!!

Outra coisa que não é exclusiva desse filme (lá vem eu esticando o post DEMAIS...) que todo mundo têm uma palavra secreta, própria! Em "Eragon" que é uma série de nerd (adoooooooooro!) tudo, não só as pessoas, têm um nome verdadeiro... Então.. o de Liz é "atraverssiamo" (italiano) que ela traduz como "vamos atravessar" ou "lets cross over"...

Qual seria a minha? Vou PENSAR sobre isso um "pouco".

Por enquanto... vou-me... mas, se eu tivesse que escolher uma palavra para este blog seria...


INTENSIDADE