sexta-feira, 25 de março de 2011

A menina que muda quem toca.



Lá vem a menina que muda tudo o que toca
Mas não é ouro o que fica porque não é história de Midas
É só uma moça que vira de ponta cabeça a vida
Dos donos dos corações daqueles que cativa.

Quando ela chega de mansinho não se imagina a revolução
Em pouco tempo põe a prova sua imaginação
À ferro e fogo você testa e muda de convição
E como que chegasse ao fim outra missão.

O primeiro passo é saber o que precisamos mudar
O segundo passo é nosso, ninguém mais pode dar.
Difícil, amigo, não é dar adeus à mão que lhe tocou...
É a saudade que fica das que você deixou.

Na estrada da vida segue a menina velha
E a paisagem ela esquece de olhar
O coração é fardo leve, mas a procura pesa
Distraída caminha a guria, que pensa em se encontrar.


Brasília, 25 de março de 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu não tenho culpa de ser assim

DIGA QUE ME AMA

Canção: Vânia Abreu
Composição: Péri


DIGA QUE ME AMA
Seja minha guia
Nossa travessia
Nunca chega AO FIM
Guarde seu veneno
Baixe suas armas
Dê o seu SORRISO só pra mim


VEM fazer a festa
No pátio lá de casa
DIGA QUE EU NÃO PRESTO
Mas diga mesmo assim
Me jogue na parede
Me leve na garupa
QUE EU NÃO TENHO CULPA DE SER ASSIM



DIGA QUE ME AMA
Seja minha guia
Nossa travessia
NUNCA chega ao FIM
Guarde seu veneno
BAIXE SUAS ARMAS
Dê o seu sorriso só pra mim


Abra suas asas
Deixe que eu te atenda
A SUA vontade
É uma ordem para MIM
Vou fazer a cama
Vou te dar AMORES
Sem pisar nas FLORES do seu jardim




sexta-feira, 18 de março de 2011

Obra inacabada



Eu, tu, ele... seres em construção


por Mena Moreira


Que bom que tenho consciência
Do ser que sou, fragmentado
Alguém sempre em construção
Imperfeito, incompleto, inacabado


Que bom que tenho consciência
Que o crescimento é parcelado
E que quanto mais eu aprendo
Nunca estou, por completo, "terminado"


Que bom que a mim é dado
A oportunidade de corrigir, de ser reciclado
De investir no que acho que está certo
E corrigir, tentar mudar o que está errado


Que bom que a mim é dado
A oportunidade de ser renovado!...


Recebemos no trabalho para reflexão e achei muito legal. Gostei. Assim, compartilho com vocês...

quarta-feira, 16 de março de 2011

A solidão, a solidão outra vez, a solidão de novo, o cachorro-quentês e a beleza da vida.



Eu prometo solenemente que, em breve, escreverei sobre o que houve no Japão. E eu cumpro as promessas que faço aqui... vocês sabem disso! Mas hoje não. Hoje quero falar abobrinha. Hoje quero aliviar o coração - o meu e o seu - e quero filolesar... viajar na maionese... passear por Marte.

Minha mãe comentou meu último post! Que lindo, né? Não podia passar batido! Finalmente ela se rendeu ao meu charme literário! hahahahahahahaha E está sendo bem legal. Ela me sugeriu mais caminhos retos ou sinuosos ao invés de bifurcardos nessa vida de meu Deus. Nada mal, hã? Ela disse: que tal mais "I´s" ou "S´s" no lugar de "V´s" quando eu estava falando do formato dos caminhos que temos que percorrer... tipo pista de corrida em videogame, sabem? kkkkkkkkk Ela entrou no clima. Acho que estamos ambas mais maduras pra nos entendermos agora.


Pensando na minha mãe me sinto como uma copilota. Sabe aquelas motocas que tem um carrinho acoplado na lateral? hehehe Tipo que Hagrid usa pra andar com Harry Potter pra cima e pra baixo? (hahhahahahaha as vezes eu me supero, né? nos exemplos!) Tipo isso! A gente foi sempre muito companheira. Esses dias minha chefe, a "póbi", tem sofrido com a filha pequena de 7, 8 meses que acorda muito na madrugada chorando ou querendo brincar. Abstenção de sono é uma coisa séria, né? Afe... ainda bem que tenho muita vontade de ter filhos... mas isso me fez gelar a espinha! Abstenção de sono me deu mais medo do que o parto! Imaginem! JURO! E então tive que lembrar da minha mãe... que mandou fazer um berço bem grande que coubesse nós duas dentro pra ela deitar lá e dormir enquanto eu ficava a madrugada acordada e só sossegava se ela estivesse do meu ladinho. Pode isso?

Ô, mãe! Que absurdo, viu? hahahahahaha Pelo amor de Deus! Se tiver um psicólogo ou pediatra lendo isso, deve estar tendo um ataque cardíaco... kkkkkkk Mas obrigada. :) Sei que você me amou com cada célula, cada núcleo celular e cada mitocôndria do seu corpo. E me ama ainda hoje sem tirar nem pôr. Obrigada por ter "me feito" herdar seu gosto musical... pelas horas de Oswaldo Montenegro, Geraldo Azevedo, Guilherme Arantes, Simone, Marisa Monte, Marina, Lulu Santos, Luciano Bruno (hehehe), Fagner, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Maria Bethania e até pelos "melhor da novela" e "melhor internacional da novela" hahahahahaha. E por Fábio Júnior e Roupa Nova! O resto eu aprendi meio que sozinha eu acho... Mas a base é mérito seu!

Ai ai... mainha, mainha, MAINHA!... Obrigada por me ajudar naquele trabalho sobre samambaias no colégio. Não sei se você lembra, mas eu nunca vou esquecer. Estava em pânico e você "salvou minha vida". Enfim. Obrigada por tudo. "Que o espelho reflita no meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância."

Agora que já babei e puxei o saco - merecidamente - da minha mãe... bom...


Eu tenho viajado constantemente a Marte ultimamente. Há um tempo escrevi sobre os tipos de solidão. Mas acho que me fugiu na hora de escrever algo do que eu queria passar. E agora tive um momento de epifania. Falando em epifania... essa palavra é bem legal, né? Meio nome de gente, meio grega! Sei lá! É bom dizer que tivemos uma epifania! hahahahaahaha Pois é. Primeiro porque uma pessoa me perguntou se eu não achava que eu tinha um mundo meu pra onde eu ia as vezes e se eu não me isolava lá... enfim... se eu já tinha notado isso! Háááá! O que vocês acham? Pois é!

Depois porque uma outra pessoa me perguntou sobre morar em uma cidade na qual não tenho família... se não me sinto sozinha. Bom...

"O que é solidão?"

Eu lembro que quando eu morava com minha mãe em Natal eu sentia necessidade de ficar sozinha "de fato"... de me fechar no meu quarto, e não apenas no meu mundo. Por mais que eu me sentisse, comumente, sozinha no sentido de incompreendida ou de diferente... mesmo no meio de muita gente, eu precisava me isolar mesmo fisicamente. Aquele silêncio, aquela calmaria. A ausência da energia de outras pessoas me recompunha. Não sei. É o mais perto de uma explicação que consigo chegar.

Mas desde que vim morar em Brasília eu tenho me sentido sozinha de um "modelo" de solidão diferente que estava difícil de conceituar, entender. Tudo bem que não dá pra rotular tudo ao nosso redor, em nossas vidas. Não tem como, né? Até que tive essa epifania agora... He hééééé! :) Poooodre de chique! Pois foi! E não é que fez sentido? É assim olha... Hoje, morando sozinha, vivendo assim uma lobinha fora da matilha, eu não preciso mais me isolar pra recuperar minhas energias. Não preciso mais me afastar da presença e do tumulto da "energia" de outras pessoas. Pelo contrário, eu preciso é buscar o convívio com outras pessoas pra que estar sozinha depois comigo mesma continue fazendo sentido!

O que estava me fazendo me sentir mais só do que antes era a saudade de precisar me isolar. É o quanto eu curtia fazer isso, porque eram momentos que eu valorizava, que me reestabeleciam... Era uma coisa "fora do lugar-comum". Vivendo sozinha, estar só tornou-se "comuns" e com isso, perdeu um pouco do efeito que surtia sobre mim. Chegou ao ponto, talvez, de eu me afastar de pessoas do meu convívio aqui em Brasília, ainda que não fossem de convívio doméstico, pra poder matar a saudade da tal "solidão conquistada" que tanto me satisfazia e que, morando só, eu perdi. A solidão imposta não tem o mesmo sabor. Não sacia da mesma forma. É preciso ter alguém e se afastar um pouco pra estar só de propósito!


É como dar leite industrializado no lugar de leite do peito. Tofu ao invés de carne. Deve ser a diferença de plantar sua própria horta a comer legumes congelados! Sei lá! E não é que Sêneca diz que "A solidão está para a alma como a comida está para o corpo."?

Sei que parece muito louco isso. Uma vez li sobre pessoas que sofrem de introversão. Não significa necessariamente que sejam pessoas tímidas. Mas são indivíduos que têm essa necessidade de isolamento frequente, com periodicidade, a fim de se reencontrarem, reestabelecerem, respirarem de si e do mundo. Me identifiquei na mesma hora. É uma "coisa" que dificilmente a maioria das pessoas assumiria, eu imagino... por medo de serem julgadas egocêntricas ou excêntricas. Mas não é nada demais. Na verdade, simplesmente podemos estar ouvindo música, lendo um livro ou pensando na vida... parte de nós está ali, a outra parte eu não sei.

Pode levar alguns minutos. Pode levar horas. Pode ser um exercício diário. Pode ser algo bem esporádico. Depende. Uma vez meu padrasto me procurou e me disse: "Duda, sabe há quantos dias eu não lhe vejo?" E eu respondi surpresa que não... afinal eu estava em casa normalmente todos os dias e ele não tinha viajado recentemente... "Há 13 dias." Uau! É que eu me fechava na hora do almoço... e a noite ia pra academia, chegava e ia pro quarto... não tava interagindo com a "casa". Preciva me policiar pra participar da vida deles... mas eles estavam ali... à distância de uma porta. Eu ouvia seus sons, sentia seus cheiros... sabia de suas presenças. Eu só me isolava quando eu queria meeeesmo. Eles estavam muito mais "sós de mim" do que eu estava "só deles"... Então eu precisava me afastar deles mais do que eles de mim. Como eles não percebiam ou entendiam isso, eu tinha que me policiar pra eles não se sentirem negligenciados... Será que alguém consegue entender isso? É mucho loco?

Mas tudo muda.

Agora estou aqui sozinha. Amanhã posso estar casada, posso ter filhos, posso dividir o apartamento com uma amiga, um parente, um estranho... posso morrer. Francesco Petrarca disse que ninguém é tão jovem que não possa morrer. Tá certo! Ficar só depois da morte deve ser bem mais difícil, viu!?




Vamos ver uma sequência de pensamentos interligados sobre a solidão de diferentes pensadores.

Carlos Dossi pergunta e responde: "Por que é que, em geral, fugimos da solidão? Porque são muito poucos os que se encontram em boa companhia consigo mesmos."

Acrescentando ao que Dossi falou, Paolo Pasolini diz que "É preciso ser muito forte para amar a solidão."  Huuum.. será?

Esse tipo de "força" é coisa que, normalmente (hahahahahahaha humildemente falando, claaaaaro) as pessoas inteligentes têm, né? Então Arthur Schopenhauer, com aquele tato e delicadeza que lhe eram característicos,  disse que "Ao homem dotado intelectualmente a solidão oferece duas vantagens: antes de tudo a de estar com si mesmo, e em segundo lugar a de não estar com os outros."

Mas mesmo quem gosta da solidão, mesmo quem a ama, não pode tolerá-la sempre. Bom, Guy de Maupassant falou que "O nosso grande tormento na vida resulta do fato de estarmos eternamente sozinhos, e todos os nossos esforços, todas as nossas ações, destinam-se apenas a fugir desta solidão".

E lá vem Schopenhauer - o delicado - outra vez com suas conclusões objetivas: "O que torna os homens sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão." So be it!

Pára, genteeeee! Parem de ver a solidão como um tabu. Eu sou filiada à corrente de Sêneca: um pouco de solidão é necessária! Um pouco ou um muito, dependendo da pessoa... cada doido com sua mania, cada um com suas porções, desde que todos terminem saciados. Enclausuramento é diferente... aí é demais! Recolhimento, digamos assim, até pode. Tudo com limites.

Só não deixe que sua busca lhe machuque. E procure não machucar aos outros. Não é fácil entender. Não é nem um pouco fácil pessoas com necessidades distintas umas das outras se entenderem quando o assunto é as suas diferenças. É nó ceeeeego! Maaaas... é a vida. Na minha opinião é melhor sempre tentar sem franco, sincero, mas com um tom de voz desarmado e o coração aberto. Só que isso é bem difícil quando o outro vem com 7 pedras, uma metralhadora automática e um torpedo atômico thermo-guiado pra cima da gente... :P

Isso que Guy de Maupassant falou de "grande tormento" e "eternamente sozinhos"  é pesadinho, né? Ô, Guy, meu filho... será que você falava isso porque as pessoas não lhe entendiam... e você tentava perguntar as coisas pra elas... e elas não respondiam nada com coisa nenhuma... e você ficava doidinho? Perdido? Sozinho? Será? Você deixou alguma associação na qual eu possa me filiar se for esse o caso? hahahahahahahaha Tem espaço pra um baaaando de sócio novo?


Por isso que Enrique Jardiel Poncela falou que a pessoa só tem dois jeitos de ser feliz... se fazendo de idiota ou sendo idiota meeeeesmo! Porque têm momentos que eu só posso estar falando japonês em braile (com a venia de Djavan) pra ser mal interpretada feito eu sou, ou então receber retorno ZERO feito eu recebo.

Não existe explicação plausível! Eu só falto d-e-s-e-n-h-a-r, mas é como se não saíssem sons das minhas palavras... ou sei lá! Me angustia taaaaanto quando eu pergunto: "E aí, está chovendo hoje?" e a pessoa responde: "É. Concordo que um cachorro quente cairia bem, mas depende do resultado do jogo!" HÃÃÃ!!!???

Eu não fiz esse curso de decodificação de mensagens secretas. Desculpem. Dá pra responder ao que eu disse agora?

Essa realidade dá uma sensação de impotência e de solidão muito grande, meio estranguladora, psicopata-americano de filme de terror mesmo. Horrível! E que outra solução senão nos isolarmos MAIS pra nos protegermos desse bando de maluco solto pelo mundo que só sabe falar em código secreto de cachorro-quentês? Credo! Sabem? Ai ai...

As vezes eu não sei se é mais difícil ser só. Ou ser junto. Dizem que temos mais medo da solidão que das ataduras. Bem... mas isso não faz das ataduras uma resposta mais fácil? Será que é por isso que os tais inteligentes preferem a solidão? Mas se são tão inteligentes, deveriam saber lidar melhor com isso de atadura do que os não-tão-inteligentes... e aí o certo deveria ser dizer que os inteligentes preferem não ser sós. E fica tudo tão confuso! Somos todos ignorantes. Só que em assuntos e níveis diferentes. Nisso de ataduras e solidão acho que todo mundo é meio burrinho mesmo.

Sem uma "outra pessoa" não podemos ter noção do tamanho da nossa solidão e do potencial que ela tem para nos incomodar e até ferir. Bom... Eeeeu não acho que inteligência tenha relação com covardia.... Precisamos conhecer nossos limites e fragilidades para lidar com eles da melhor forma possível. Só que a ignorância é tãaao convidativa, não é? Quando se trata de sentimentos! Com que frequência nos enganamos a nós mesmos? Inventamos desculpas e justificativas furados e ridíííííículos que nem temos coragem de repetir pra uma pessoa qualquer... e vamos levando o barquinho. Um dia, quando não dá mais pra tapar o sol com a peneira somos todos coniventes uns com os outros e dizemos... "É isso mesmo, rapaz! o nosso subconsciente prega dessas peças." E efetivamente nos sentimos melhorzinhos... quase sempre ao menos.

Dizemos: "nasci sozinho e vou morrer sozinho". Mas não é bem assim. Porque temos essa busca conflitante pelo aconchego perdido do útero. Buscamos nossas mães em quase todas as mulheres com as quais nos relacionamos. E lá vem complexo de Édipo pra cá, de Electra pra lá e todo o bafafá de como o homem é um ser social. Não, meu chapa. Você pode "não ter nascido pregado com ninguém", mas se dependesse de você, passaria a maior parte da vida pregado, sim senhor.

Que coisa incrível que é compreender a diferença de ESTAR só para SER só.


quinta-feira, 10 de março de 2011

A felicidade e as borboletas.



"Happiness is like a butterfly which, when pursued, is always beyond our grasp, but, if you will sit down quietly, may alight upon you."


"A felicidade é como uma borboleta que, quando perseguida, está sempre além do seu alcance, mas, se você for sentar tranquilamente, quem sabe possa pousar sobre você."

Nathaniel Hawthorne


Algumas coisas são fáceis demais de esquecer.

A estratégia de "não perseguimento da felicidade" está na minha TOP 10 PRIORITY LIST, logo ali, juntinho do "não fazimento de planos"... em algum lugar reeeeally próximo do "não criamento de expectativas" e abaixo somewhere do "controle intensivo de ansiedade".

Claro... quem tem o costume de ler o blog não vai se surpreender... mas é bem provável que a primeira posição esteja ocupada por "lembrar que Deus veste as flores e alimenta os pássaros". Afinal... there is still plenty room for hope in the world. Yeah, ma'am! I´m pretty sure there is! At least im MY world if you know what I mean.

Se a vida fosse uma trajetória linear, nós ficaríamos entediados e inseguros, certo? É preciso acreditar que sim para alimentar a crença popular de que sempre estamos, estaremos e estaríamos insatisfeitos com o mundo ao nosso redor, right? Bom... Minha vida parece uma sucessão de "V´s". Talvez todo mundo se sinta da mesma forma - provavelmente - e é até engraçado imaginar caminhos paralelos e alternativos quando nos visualizamos no vértice de um "V". Se imagine em pé, no "fundo" do "V" olhando pra os dois "braços". É disso que estou falando.

Bom... um moooonte de "V´s", lado a lado, faria caminhos paralelos... e formaria um círculo gigante com toda a humanidade. Alguém, além de mim, consegue visualizar isso? Igual uma tela? Can you see the big picture? Ai ai! hahahahahaha

Então estamos ali. Parados (em pé) no vértice do "V", olhando pros dois lados que apontam direções opostas e temos que seguir por um deles. E se pudéssemos traçar uma linha reta cortando o "V" no meio?

Imaginem que as vezes, sair de "tudo" ou de "nada" o que estamos vivendo PODE ser um alíííííviooooo! Uuuufa, hein?! Novas emoção, hã? Outras vezes é uma tortura... "Puuuuuutz! Outra vez... agora que eu estava me aprumando tenho que pegar outro caminho?" Quando vão criar GPS´s pra a existência? hahahaha Seria bom ou tiraria o gosto das coisas? O tesão? A emoção? Definitivamente, somos umas coisinhas complicadas, nós, seres humanos, hein?


Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa...

Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza...

Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa...

(trecho da música "Vitoriosa", de Ivan Lins)

É fácil demais esquecer que prometemos ser fortes.
E é fácil demais esquecer que prometemos não ser sempre tãããooo fortes!
É fácil demais esquecer que prometemos não prometer mais nada...

Tem tanta coisa que é fácil deeeemaaaaais esquecer!!!

É fácil esquecer que não estamos nunca sozinhos... seja para o bem ou para o mal. E que depende de nós a escolha de nossas companhias. Sejam as visíveis ou as ocultas.

Eu costumo pensar, em analogia, que assim como a escuridão é a ausência de luz, o ruim é a ausência do bom. Então, o negativo é a ausência do positivo, o abatimento é a ausência da esperança...

Quando nos permitimos entrar na sintonia, na vibração "errada", atraímos aquilo que se assemelha ao nosso estado de espírito. Logo, é como se apagássemos a nossa luz, (como se tivéssemos um interruptor mesmo!) e no breu, no escuro em que nos refugiamos e onde nos remoemos e nos torturamos com nossas misérias, dúvidas, sofrimentos e tormentos, atraímos aquilo e aqueles que se assemelham à nossa condição.

Pois bem. Somos, então, uma pequena ilha de escuridão... logo adiante, onde a luz do sol bate, onde a sombra que projetamos sobre nós mesmos não é capaz de espalhar-se, estão todos os amigos espirituais e também os de carne e osso que nos amam e querem se aproximar para nos ajudar... mas estamos isolados.

Tudo no click de um "interruptor"... um switch.

Se acendemos nossa luz.. ploft! Tudo de negativo e pesado se dissipa! Porque não podem subsistir na claridade. E essas urucubacas aí viajam para a próxima ilha de escuridão e ficam lá! Estão sempre em busca de uma "ilha de escuridão" onde se refugiar! Bobo de quem se torna uma e fica dando sopa!

Quando estamos sintonizados em vibrações positivas, com nossas luzes acesas, em contato com os sentimentos e as energias do bem... somos inacessíveis a qualquer coisa ou pessoa oposta a este estado de espírito superior.

Nosso Abba... bixinho. Fica ali. Olhando a gente nesse acende/apaga/acende/apaga/apaga/acende/acende de luz. Respeita sempre nossa liberdade e está de prontidão. Se a chama mais sutil de luz brota de nossas candeias, ele vai lá e faz um show pirotécnico! Tão bonzinho, tão solícito esse nosso Papi! Como todo bom pai ou mãe... Fica lá.. o "póbi" se roendo em ver que os filhos sofrem, mas não pode interferir absolutamente em nada além daquilo que nós mesmos permitimos. Fica ali.. balançando a perna em tique nervoso, mordendo os lábios, ansioso e cheio de amor. É só um pai como qualquer outro, gente! Não sei porque algumas pessoas têm tanta dificuldade em ver, perceber e entender isso...


Sabem... recentemente descobri que o blogspot, que hospeda nosso blog, oferece um serviço de estatística. Além de estarmos comemorando agora os cinco mil (5.000) acessos - Uaaaau, hã?! - qual não foi minha surpresa ao me deparar com visitantes do mundo inteiro!!?? E quando eu digo mundo inteiro... eu realmente estou falando INTEIRINHO... tipo.. Coreia do Sul, Japão, China, Rússia, Paraguai, Portugal, Canadá, EUA, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Sérvia, Argentina, Ucrânia, Espanha!

Eu imagino que devem ser brasileiros que vivem nesses países... não sei... Muitas pessoas "caem" no blog pesquisando coisas aleatórias no google... Bom. Eu já cansei de dizer que não acredito em coincidências.

Estou falando isso porque eu escrevo aqui por razões. Uma das razões é perfeitamente egoísta: manter minha sanidade. Eu preciso escrever aqui. Claro que não sabia disso até depois que comecei a escrever por "coincidência"... e então percebi o quanto me faz bem.

Mas não é só isso. Acredito que faz parte de uma espécie de tarefa, sabem? Acho que, eventualmente, alguém precisa saber, ler, entender, esbarrar com alguma coisa, alguma idéia... e aí... heeey! Acontece que é justamente o que eu escrevi. Então, se escrevo um desses meus posts mega exagerados - porque eu sou prolixa meeeeermo - e no meio disso tudo tem uma linha, uma frase, que ajudou alguém, confortou alguém... that´s it! Eu ganhei o mundo. That´s why I´m doing it. É por isso que escrevo.

Escrevo também pra nos manter, a todos nós, unidos por nossas experiências e inexperiências comuns. Porque não importa o quão diferente sejamos - e somos! - temos em num ponto ou noutro exatamente os mesmos dilemas, as mesmas certezas, e isso nos une, nos aproxima... uns dos outros e de nós mesmos.

E escrevo pra falar sobre Abba. Não sobre o Cara lá Todo Poderoso que muita gente pinta. Mas sobre o Paizão Babão Amoroso Próximo Maleável e Aconchegante que eu vejo, que sinto, que acredito... o nosso Papi que alimenta os pássaros, veste as flores (lava minhas roupas hahahahahaha) e cuida de cada um de nós.

Então! Eu poderia até pensar em outros bons motivos pelos quais escrevo. Mas todos derivariam dos que acabei de colocar... de um jeito ou de outro.

E então volto às borboletas!


Estar apaixonado é ter borboletas no estômago...
E para Aurélio Buarque de Holanda, definir uma palavra é como capturar uma borboleta no ar!
Lao Tse comparou: "Aquilo que a lagarta chama de fim do mundo, o resto do mundo chama de borboleta."

E vocês sabiam que o tempo de vida da borboleta varia de apenas 2 semanas a 3 meses, dependendo da espécie? Isso é pouco? É muito? Não sei! Depende! Não sei o que a borboleta tem que resolver... Partindo do pressuposto de que Abba é perfeito, deve dar tempo dela cortar os dobrados dela, né? Além do mais... as borboletas são bichinhos do bem, né? Não têm dívidas para resgatar aqui no planeta! No máximo... têm que pousar em uma ou outra pessoa... bater asas dentro de um ou outro estômago... definir palavras...

Mas vem cá... Por que cargas d´água... Afinal de contas, por que comecei a escrever este post?


Aaaah é!!! Huuum... eu estava lembrando que não devo esquecer de lembrar de não esquecer que é importante lembrar que não perseguir a felicidade é uma prioridade, se é que realmente pretendo ter momentos felizes! Ufa! Acho que é isso...

Algumas coisas realmente são difíceis demais de lembrar.

Felicidade não é êxtase, nem empolgação, nem delírio. Felicidade é paz.

Ser feliz talvez seja fechar os olhos, respirar calmamente, sem dor na boca do estômago, sem ansiedade nem remorso, com uma imagem meio branca, meio luminosa na tela mental. Ser feliz pode ser a sensação de dever cumprido... a ausência de arrependimentos, de medo, de culpa... o amor a si, a Deus, ao próximo... a fé.

Não. Felicidade não é euforia, taquicardia, loucura. Não é o inusitado nem são as milhares de possibilidades. Por favor entendam isso: podemos estar fazendo qualquer coisa, por mais emocionante que seja, e sermos ou não felizes.

Felicidade não é a sensação gerada pelo que estamos fazendo, ou pelo que ganhamos a partir do que estamos fazendo. Felicidade é um estado de espírito.


"Felicidade é estar de acordo consigo mesmo."
Luis Buñel


Como estado de espírito, é real e concreto. Mas é suscetível. É frágil, vulnerável. O que você ESTÁ fazendo não determina se você é ou não feliz, mas poderá interferir no seu estado de espírito tornando-o infeliz ou miserável.

Imagine que você está com uma roupa perfeitamente branca e limpa (que é seu estado de espírito em paz, que lhe dá tranquilidade e felicidade) e aí você começa a fazer algo que parece ser emocionante, mas que suja toda sua roupa, alterando seu estado completamente. Aquilo não lhe trouxe felicidade, mas lhe deixou triste e arrependido.

Agora imagine que você possui uma atrofia  nos braços e isso lhe incomoda muito, e lhe faz sentir miserável. Um dia, entretanto, a cidade em que você mora sofre uma inundação causada por um rio e você começa a ajudar a retirar pessoas e objetos de dentro das águas, e dos escombros, e a confortá-las. E de repente, uma criança está presa em um local e ninguém consegue ajudá-la, mas você consegue porque sua deformação nos braços faz com que eles alcancem a posição ideal, que ninguém mais poderia alcançar, para puxá-la. E o que sempre lhe causou tristeza e repulsa, se torna motivo de felicidade e orgulho. E aquilo tudo enche seu espírito com um novo ânimo. É algo duradouro. Agora você vê sentido... você se conforma.

As vezes nos enganamos com a aparência que alguma coisa tem a princípio. E realmente faz todo o sentido porque é comum que seja muito difícil identificar e diferenciar o que nos dá tranquilidade - e, por conseguinte, felicidade - do que simplesmente nos agrada momentaneamente, como por exemplo, o sucesso.

Somos imediatistas. É da natureza humana. Por isso Jackson H. Brown disse: "Sucesso é conseguir o que se quer, felicidade é gostar do que se consegue."

A tentativa de capturar a borboleta da felicidade é uma insanidade. Faz com que deixemos de atentar para pequenas e deliciosas alegrias do dia a dia. Epictetus disse que para ser feliz é preciso ser livre, isto é, não desejar nada. Goethe disse que o ser humano poderia suportar qualquer provação na vida, menos muitos dias ininterruptos de felicidade.

Se eu parar aqui para explorar o que pessoas bem mais "inspiradas" do que eu disseram sobre perseguir a felicidade, bom... vou passar horas citando um monte de gente e a conclusão não irá ser outra senão: neeeeem tente!

O que eu sinto, dentro do meu coração, é que se estamos felizes, em paz.. seja por um breve momento ou por um período longo, aproveitemos. Se estamos alegres, eufóricos, aproveitemos também. E até mesmo compartilhemos destas sensações, pois que a alegria e a felicidade podem ser distribuídas até por aqueles que não as possuem.

Mas se não é assim. Se paz de espírito e regozijo são palavras que parecem saídas de um sermão bíblico... se você não consegue encontrar felicidade, alívio ou tranquilidade no seu espírito... Então lembre daquilo do interruptor.

Lembre que a felicidade não é algo que possa ser capturado... mas que a escuridão sempre será a ausência de luz, e se não está no seu poder que borboletas pousem sob sua face, está em seu poder acender a luz - a sua luz, para que elas voem ao seu redor. Eu juro que está.

Pense muito firme que onde há luz, não há trevas. É pura física! E se imagine como uma lamparina ridícula e muito acessa! Tipo cafona e colorida mesmo. Imagine que ao seu redor, Sr. ou Sra. Lamparina, não existe nenhuma sombra... nadica de nada de escuro ou triste... E as coisas vão começar a dar certo... e quem sabe, seu estado de espírito não vai mudar? Logo, logo, isto é certo, as borboletas, atraídas pela luminosidade, estarão voando ao seu redor.



 "A FELICIDADE É UMA RECOMPENSA QUE RECEBE QUEM NÃO A PROCURA."
Anton Chekhov




quarta-feira, 9 de março de 2011

Coloro che...

AQUELES QUE . . .


"São raras as pessoas que usam a mente...


...poucas as que usam o coração...



...e unique as que combinam os dois."

 
"Rare sono le persone che usano la mente, poche coloro che usano il cuore, e uniche coloro che usano entrambi."
(Rita Levi Montalcini)


quarta-feira, 2 de março de 2011

Se meu carango falasse !


Lá vou eu ontem na Avenida das Nações, chamada por todo mundo aqui em Brasília de L4 mesmo, a caminho da "acadjimia"... beirando as 20h.. ouvindo a voz do Brasil!

Já que nunca tenho tempo de ver TV, resolvi que agora preciso ouvir rádio. Estou sempre sintonizando em alguma rádio... Normalmente tenho boas opções aqui em Brasília pra ouvir meus estilos musicais (vocês sabiam que o exército e a aeronáutica tem FMs que são bem legais? Sempre tocam MPB!) E dali a pouco acabou a tortura... ops...! A informação cidadã! E começou a música... "But if you leave me now, you´ll take away the biggest part of me... uuuuuuhhh no... baby please don´t go..." e eu lá... dançando... fazendo "munganga" dentro do carro... e cantando empolgadíííííssima... hahahahahahhaa E eu pensei: "Gente! Que personagem expressivo de rodo-reality-show eu sou, viu?!"

E eu lembrei que uma vez o irmão caçula de um amigo meu tava calculando o tanto de tempo que passava dormindo e que gastava usando o elevador (Eu seeei! Tem doido pra tudo! kkkkk) Mas eu fiquei imaginando... que é um bom tempo que passamos dentro do carro também, né? E ultimamente tenho sentido muito isso... acho que nunca passei tanto tempo dentro de carro. Sempre trabalhei e estudei perto de casa, morava em cidade pequena... enfim! E todo esse tempo trancafiada em minha própria companhia num espaço tão reduzido tem sido ou engraçado ou insano!

Falando nisso, tenho notado que estou desenvolvendo um impulso, ultimamente, de ligar pra minha mãe sempre na saída do trabalho ou da academia à noite... o percurso para casa é meio enfadonho mesmo. Não pelo caminho, mas pelo destino. Há algum tempo escrevi sobre loneliness e loneliness... dizendo que existem "coisas" e "coisas", tipos diferentes de sentir-se sozinho. E também cada cabeça é uma sentença... Acho que tô ficando mole.. hahahahahaha Quando chego em casa é tranquilo... mas atéééé chegar sinto necessidade, algumas vezes, de me reafirmar como ser humano que precisa ter alguém ali dizendo "Eeei! eu me importo que você esteja viva! Que esteja conseguindo acordar e chegar até o fim de mais esse dia, viu?"


É... eu devo estar ficando mole. Ou talvez humilde... Talvez seja a tal da sabedoria que vem com a idade chegando para mostrar que, de fato, nós seres humanos não somos tão auto-suficientes quanto pensamos que podemos ser quando jovens. O melhor ou pior de tudo isso (não sei ao certo) é que não me incomoda em absolutamente nada descobrir essa fragilidade humana como parte de mim... é até um alívio. É libertador e não me torna senão mais forte... por paradoxo que possa parecer.

Uma vez escrevi sobre isso aqui no blog.. mas só agora começo a compreender realmente o que significa... aquilo lá de "a juventude ser uma coisa da qual, eventualmente, todos conseguimos nos recuperar". Essa frase tem muitos, muuuuuuitos significados. Dos mais bobos aos mais profundos.

É como a música "quase sem querer" de Legião que diz que não sou mais tão criança a ponto de saber tudo. As vezes nem estivemos errados, de fato, mas não tínhamos a sabedoria pra usar a verdade! A verdade sem sabedoria pode ser pior que a mentira... mas que absurdo é dizer isso a um jovem. Até a muitos "velhos". A experiência é uma coisa que tem relação tão confusa com a idade!

Conheço pessoas que são tão profundamente marcadas por suas juventudes que, sinceramente me pergunto se serão capazes de se recuperarem completamente... e sinto que me contradigo! E para escapar a esta contradição preciso me forçar a pensar que o tempo é muito maior do que os anos de uma única existência. E então me conformo: sim... eventualmente irão se recuperar.


E surge na minha cabeça uma conclusão muito óbvia. Se a juventude dos anos de uma existência nos pode marcar desta forma... Que marcas não terão deixado em nós a juventude dos nossos espíritos? Quando criados por Deus, rebeldes e cheios de energias, não eram capazes de se dar conta da eternidade inteira à sua frente? Que amarguras não são ainda hoje resquícios dessas marcas? Marca sobrepondo marca milhares e milhares de anos depois...? E ainda assim a certeza de que todas as marcas, de todos os tempos serão sobrepujadas.

Escuto mooontes de músicas sobre as quais tenho vontade de postar. Mas aí o blog seria só de músicas! Aprendo dicas de gramática... fico sabendo que Tiririca está compondo a Comissão Parlamentar de Educação e reflito sobre isso... fico com dó dele. Penso que alguns me diriam que eu deveria ter dó de nós... Ué, mas não fomos alguns de nós também que o elegemos? E, afinal, a comissão também não é de cultura? Me pergunto: "É correto criticar um doente na Comissão de Saúde? Ora, ele não saberia muito bem sobre o que opinar? E não é este o caso?" Dirijo com...  e sem pressa. Já cheguei? Aaah.. não! Está longe ainda... Aquilo ali é um pardal??? Nossa! Não posso levar multa... tô falida! E assim vou eu. No meu reality-show-móvel.


Muitas vezes chorei e também sorri sozinha. Um choro de soluçar e um sorriso mudo. Danço! Invento altas coreografias robóticas! Canto... Lancho, faço verdadeiras refeições... Perco coisas. Encontro. Cadê meu celular? Aqui! E meu óculos! Aaah! deixa pra lá! Opaaaa! Saaai pra lá, troço! Nossa.. ô povinho ruim de roda! Credo... Falo sozinha pra caraaaamba! E penso! Imagine uma pessoa que pensa muito... imaginou? Pois multiplique pelo maior número que você conhecer. Sou eu.

 Tá todo mundo percebendo que o tempo tá passando mais rápido a cada dia ou sou eu que tô ficando (mais) desorientada? Nossa... vou dormir na quarta, acordo na sexta... daí é domingo. Acordo, e é terça. Daí é quinta. Depois é sábado. Tipo isso. Hoje é quarta. Ontem não era sexta? Vup, vup, vlaps, vampt, vlups, bumps! Nem consigo falar ao certo... As coisas simplesmente estão acontecendo sem muito espaço pra planejamento. Vamos fazendo tudo meio que no grito. Hey! Uepaaa! E estamos lá! Txá txá txáaa! Agindo com medo de ficar pra trás! Não consigo raciocinar se estou fazendo tudo direitinho ou não. Tem hora que tomo um susto quando vejo o que eu fiz. "Fui eu mesma quem fiz isso?" "Ficou legal, né?" "Pouxa!"... "Hããã... mas o que é mesmo?" Sei lá! Que doideira! É que já estou concentradíssima fazendo a terceira coisa depois daquela lá... não me leve a mal.. e não me distraia... porque eu acho que tenho algum parentesco com aquele coelho nervoso da estória de Alice no País das Maravilhas e estou tão atrasada... tão apressada... e tão cheia de coisa... e se hoje é quarta... então... então amanhã é sexta, não é? Ou é sábado? Não sei ao certo! Estou nervosa! Estou atrasada! Não tenho tempo. Não tenho tempo. Clock is ticking! Tic tac, tic tac, tic tac. Como era mesmo aquela Tese da Anestesiologia Mental? Não tenho tempo agora de lembrar dela... 



Páaaara! Pára tudo! Tô ficando tensa! hahahahahahahhaha Calma, cocada! Não é pra tanto, né? Mas acho que deu pra visualisar o quadro geral, hãn?

Estamos todos com a síndrome do Capitão Gancho ou o quê? Ninguém pode ouvir um relógio tic-taquear? Estamos fugindo ou caçando estes enormes crocodilos famintos chamados compromissos, responsabilidades, prazos? AFEEEEEEE!
Deu até saudade do meu carro! Tirando quando tô correndo atrasada pro trabalho (quase todo dia... hehehehehe... Siiiim... sou dorminhoca convicta!) É no meu carango que tenho meu momento de curtir a programação das rádioooos! (Ôôoo vantagem! kkkkkkkkkkk) Mas de vez em quando o povo tá meu chapa e toca um monte de música legal. E eu fico lá... com a minha platéia invisível... fazendo palhaçada ou chorando minhas pitangas... Afinal, todo mundo conhece a letra da canção: "...e o show tem que continuar!"




"Não sou suficientemente jovem para saber tudo."
Oscar Wilde



terça-feira, 1 de março de 2011

Aaah! Um tapinha não dói...


É com grande satisfação que venho hoje dizer que começo a ter esperança de apresentar num futuro não distante, com toda a dignidade, a minha cara a tapa.

Isso mesmo! hahahaahhahahahaha... Tudo o que eu quero é dar a cara a tapa!!!!

Estou falando da nossa recém eleita presidentinha Dilma. Pois não é, gente... que estou com esperança de poder dar a minha cara a tapa pra a danada da Dilma, a quem resisti taaaaaanto? Será que é por isso que dizem de nós: "Sou brasileiro e não desisto nunca"?

Tenho visto, mantendo minhas reservas de incredulidade, que a nossa governante eleita está agindo com os pés bem presinhos ao chão e distante das medidas populistas e "bonachonas" que me despertavam tanto repúdio ao seu antecessor Luis Inácio Ninguém Merece da Silva Sauro.

Não estou dizendo que fico feliz pelos cortes em bolsa família ou no programa Minha Casa Minha Vida (até porque este corte especificamente não é um coooorte, depende da segunda fase do programa e a verba já liberada excede aquela utilizada em 2010)... mas também estou dizendo que fico feliz, sim senhor! Porque acho que a pessoa tem que trabalhar a ralar pra ter as coisas (no caso do bolsa família, bolsa-tudo) e assistencialismo não é solução, é paliativo que se torna pulverizador de problema posterior.

Mas o que me fez ficar meio que quase impressionada foi a estória do corte de cinquenta bilhõe$$$$ nos gastos do governo! Isso equivale a mais ou menos 1,2% do nosso PIB e não é pouca coisa não, viu?! Se Dilma realmente conseguir segurar essa onda, faço questão de dar a cara a tapa, e quem sabe, oferecer a outra face... biblicamente falando e tudo...

Não é uma manobra pioneira... No primeiro ano do governo Lula (2003?) houve um corte de mais ou menos 14 bilhões, que equivaliam a menos de 1% do PIB e visava dar credibilidade ao bonitón. Só que a conversa agora é outra... Ano passado Lulito tentou cortar 21 bilhões mais ou menos... e depois mais 10 bi. Acabou liberando 23 bi no decorrer do ano... e olhem que esse valor parece que margeava 0,65% do PIB (não tenho certeza)...

Então, no mínimo, dona Dilma está sendo ousada, muuuito maaaacha e isso me agrada!

Outra coisa, super bem colocada por Guido Mantega (nosso cuti-cuti Ministro da Fazenda) é que a economia brasileira está crescendo num ritmo não sustentável. Segundo Mantega, em 2010 o PIB fechou o ano com crescimento em 7,5%, quando o ideal seria 5%. Para mim é preciso inteligência e coragem para assumir limitações.

Muita gente pode discordar e torcer o nariz. Mas eu fecho com o Ministro Mantega e não abro nem pra um trem. Quer dizer que se o Brasil pode se extrupiar porque não está dando conta do ritmo de crescimento e o Ministro fala isso ele é um covarde que quer derrubar nossa economia e não tem visão. Mas se o fabricante de um automóvel ou de uma máquina qualquer coloca ali as especificações de velocidade, temperatura e uso adequado, o cara é um gênio?! Como é isso?! Vamos trabalhar em cima das limitações! Beleza! Mas vamos enxergá-las! Dá-lhe Mantegão! Liga pra esse povinho cabecinha de caroço de ervilha não...

Não consiiiiiigo escrever sobre política dessa forma sem lembrar de Nico... Nicolau... hahahahaahaha Nicolau Maquiavel! Ali era O CARA, né?

Pois bem! Nico disse que se você não é o maior mega blaster ninja de todos os tempos, capaz de fazer tudo sozinho e de bombar em todas as áreas... destruir os inimigos, dar show na economia, enfim... se você é um simples mortal... seja um simples mortal safo-tabajara, né?! Tenha a inteligência e a humildade de se cercar de pessoas competentes e de tomar as devidas precauções pra nada sair errado.

Nunca dependa só de uma pessoa (mané braço direito... tenha um corpo inteiro!) e tudo bem que eles - seus assessores - sejam mais técnicos e inteligentes que você... mas seja mais esperto que eles.. ou saiba se resguardar da sua própria burrice. Ufa! Sacou?

Bom, Dilma não me parece burra. Non non non! Mas é mais esperta ainda porque está se cercando de uma equipe boa, e também tomando as devidas precauções.

Sabe uma coisa que eu adooooooorei? Me desculpem os que estiverem chateados.... O adiamento dos concursos e contratações. Sabem por que? Porque teve muita gente que votou nela (no PT) pensando nisso! E este não é um motivo - na minha opinião teimosa e firme - de se votar em ninguém. Já eu, não votei nela porque morria de medo de um monte de medida populista maluca... E estamos todos errados. Mas não estou feliz porque vocês estão errados e eu também. Estou feliz porque ela está se lixando pro que qualquer um de nós pensa e está fazendo o trabalho dela. Meu Deeeeus! Que emoção! Um presidente eleito fazendo seu trabalho e pronto! Alguém já pensou que isso fosse possível? Que existisse? É o pé-grande? E isso é correto. Me enche de aprovação :)

O salário mínimo foi votado num patamar que, eu suponho, é razoável... É o ideal para as classes menos favorecidas? Não... Mas é razoável. É coerente com a realidade econômica do país. É melhor do que o que tínhamos antes, não foi um ato irresponsável nem vai ser um impacto no bolso daqueles que precisam pagar um salário mínimo também... famílias de classe média ou média alta que tem um ou mais funcionários em casa, pequenos empresários, pais que ajustam a pensão de seus filhos pelo salário mínimo... todas essas pessoas não tem condições também de arcar com aumentos bruscos. Toda moeda possui dois lados. Governar é enxergar e sopesar lados.

Enfim. É sempre bom não possuir expectativas, porque o que vier será analisado livre de pesos e medidas. De todo modo, eu tinha expectativas. E eram ruins. E o que eu sinto agora? "Danem-se suas expectativas, Eduarda! Eu estou aqui para fazer meu trabalho, governar esse país e pronto!" hahahaahahhahahha Yhuuuuuuuu!!!! Aaaahhh... se for isso mesmo... SEEE for! Se não explodirem escândalos de calcinhas e soutiens e Caixa Dois e desvio da verba da manicure... Dona Dilma... eu terei o maior prazer do MUNDO em dar minha cara a tapa.


"Mas, se ergues da justiça a clava forte. Verás que um filho teu não foge à luta. Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada. Entre outras mil és tu, Brasil! Oh, pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil. Pátria amada, Brasil."


... não, não... Presidenta.
 Um tapinha não dói.



*informações técnicas e dados retirados do site de notícias G1



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Tese da Anestesiologia Mental



  
Hoje quero falar sobre uma técnica de sobrevivência : a anestesiologia mental.

Bem... na realidade, eu estou aqui com os neurônios a mil por hora - tico e teco, os famosos! - e está surgindo uma distinção dentro da minha cabeça. De fato, são duas as nossas técnicas sutis de sobrevivência: o imunizar-se e o anestesiar-se.

Nos imunizamos quando a existência de alguém, de algo, perde a capacidade, perde o condão de nos atingir, de nos fragilizar, nos abalar, nos descentralizar... O processo de imunização é difícil. Eu costumo dizer que é a melhor forma de terminar um relacionamento que faz mal, mas que "aviciou". Sabe aquela relação que você (e a torcida do Flamengo) sabe que é pééééssiiiiiima pra você, mas não consegue acabar? É um caso em que a pessoa precisa se imunizar. Pra nos imunizarmos a presença do que nos atinge normalmente é necessária...

Vocês sabem como funciona a vacina? A bactéria é colocada ali dentro em um estado fragilizado, para que, um vez injetada no nosso organismo, ele (copo humano) possa reagir a ela nos tornando imunes por meio da produção de anticorpos. Pois bem! Pra que possamos nos imunizar é fundamental a presença do agente agressor. É preciso que realmente possamos olhar pra ele e vê-lo como ele é. Pode ser uma pessoa, um emprego, uma situação, um lugar: aquilo está lhe fazendo mal. É encarando de frente o problema e resolvendo que "do jeito que está não dá mais" que nosso organismo reage... e nós nos tornamos imunes. Um dia, uma hora os benefícios do "sem" ultrapassam os do "com", e aquilo que era necessário se torna intolerável.

Não sei bem explicar... mas de repente aquele lugar, aquele emprego, aquela pessoa, perde o poder sobre você. É como se, literalmente, criássemos anticorpos e vem uma certeza de que podemos viver muito bem, obrigada, bem longe daquilo tudo... mas também ao lado... Tanto faz! É indiferente.

A necessidade de fugir de alguma coisa mostra ausência de superação. Quando nos imunizamos, nos tornamos indiferentes porque o que nos fazia mal perde o poder sobre nós. Olhamos, olhamos e pensamos, pensamos e não conseguimos entender como um dia fomos vulneráveis diante de determinado contexto.

Imunizar-se é difícil porque pressupõe entendermos e aceitarmos que passamos por um "mal bocado", causado por um agente externo - exógeno - que atuou sobre nossa vontade, embora com nosso consentimento, por mais doloroso e incômodo que seja aceitar e assumir isso.

Em outras palavras: primeiro você tem que reconhecer que aquilo ali não tá bom. Depois você tem que aprender a não querer mais aquilo. Huuum.. complicado? Tipo... sabe isso de "acabar namoro?" Na verdade... a gente só "oficializa" a coisa. Quando o namoro, noivado, sei lá o quê, não dá certo... ele acaba por si só. A gente é que não aceita. Pois bem. O que acontece é que as pessoas precisam descobrir que por melhor que uma coisa seja, ela as vezes termina. Quando essa coisa termina, ela vira OUTRA coisa. Essa outra coisa que não é mais boa. Só que você continua ali, preso, como se fosse a primeira coisa (a que era boa)! Não! Deixa... Se liberta! Quando você perceber que tudo mudou... Que aquilo ali não é bom. Você vai se tornar imune.

O fato de precisarmos nos imunizar - e todo mundo precisa eventualmente - e de conseguirmos, significa que tivemos obstáculos alheios ao nosso self modificando o mundo ao nosso redor, por imposição de um player estranho, e os superamos. 

Acho que dá pra associar nos imunizarmos com nos "envernizarmos" ou nos "impermeabilizarmos" contra algo que estava ali... arrancando um pedaço aqui outro acolá da nossa essência.

Agora o anestesiar-se... Aaaahhhh, meu chapa! Aíííí o "buraco" é mais embaixo!!!

Eu concordo que se você deixou alguém ou algo lhe atingir ao ponto de precisar se impermeabilizar, é porque abriu a guarda e talz... Beleza. Concordo ainda que sempre existe uma quota de responsabilidade do indivíduo sobre tudo o que ele permite que se lhe imponham. Beleza também...

Acontece que é muuuuuito mais delicado quando nossos próprios fantasmas nos assombram, seja com relação aos nossos sentimentos quanto a nós mesmos, seja com relação ao que sentimentos pelos outros! Não se trata mais de "permissibilidade" ou baixa guarda. É uma discussão sem fim e sem frutos. Lá vem aquele lero-lero de como nossa mente nos prega peças, lá vem Freud com aquele monte de consciente, inconsciente, eu, sub-me-num-se-o-quê-das-quantas e o que interessa mesmo é que todo mundo se sente, em algum momento, perdido, sozinho, assustado, irritado, inseguro, incompreendido, desorientado, frustrado, ou seja lá o que for! Não temos como evitarmos SENTIR um monte de coisa atropelada... Isso é fato! Podemos tentar é adotar uma postura pra ordenar a bagunça desse bando de sentimento.

Sentir é inerente à condição de ser humano. Se "penso, logo existo"... então sinto, logo sou.

Todos criamos expectativas e castelos de areias, todos pensamos (nem que seja escondidos de nós mesmos) num grande amor, todos almejamos sucesso profissional, ou sonhamos com uma grande viagem ou temos qualquer outra ambição. Todos depositamos esperanças em uma segunda ou terceira pessoa. Todos temos vontade de jogar tudo pra cima pelo menos uma vez na vida... Todos duvidamos nem que seja rapidamente de que realmente somos capazes ou podemos chegar mais longe. Todos resolvemos convictos de que a partir de hoje viveremos um dia de cada vez, para em seguida afundarmos em mil planos! Todos sorrimos secretamente quando vemos crianças na rua pensando como seriam as nossas (ou já fizemos isso antes de tê-las). Todos pensamos o que faríamos se ganhássemos na mega-sena! Todos nos indignamos com a violência contra os inocentes nos noticiários, as calamidades públicas e os escândalos políticos... e esperamos um futuro melhor.. mesmo que nem suspeitemos disso. Todos temos ternas lembranças da infância, nem que seja uma ou duas. Enfim! Somos, gostemos ou não, esse monte de sentimento comprimido e condensado na forma de gente... moldado com um ser humano.

E onde estou querendo chegar com isso? Bom... vou ser direta: sabe o que nós fazemos (na minha opinião, claro!) pra não morrermos sufocados com esse bando de sentimento e pra conseguirmos tocar nossas obrigações e responsabilidades do dia a dia? Nós nos anestesiamos. Simples assim.

Não inteiramente. Talvez uns até tentem! hahahahahaha Mas, como dizia Jack, por partes. Claro!

Olha só que zona! Fora todos esses sentimentos, sensações, emoções, ainda temos que lidar com aqueles outros provocados, causados pelas pessoas/lugares/situações com os quais convivemos... Se a gente for dar vazão a tudo fica doido mesmo! Tantãm!

Lembrem-se! Temos os sentimentos de origem interna, dos quais acabei de falar. Mas temos ainda aqueles outros dos quais falei antes, de origem externa. Tudo isso pra lidarmos ao mesmo tempo, enquanto levamos uma vida "normal", trabalhando, pagando conta, pegando trânsito, indo malhar... Sem dúvida, precisamos nos anestesiar.

Precisamos optar por parar de sofrer por um monte de "besteira".

Sei que "besteira" não é "besteeeeeeira". Mas se tivermos em mente que o problema vai ter o tamanho que lhe dermos, quanto mais nos deixarmos atingir e angustiar, pior ficaremos. O "anestesiamento" é um exercício de força de vontade. E a prática vem com o tempo. Daqui a pouco nos anestesiaremos sem nos darmos conta e teremos é que nos policiarmos para não sermos indiferentes demais, francos e grossos demais, diretos e práticos demaaaaais.

Falta de prática e de limites é perigoso... não existe um escola que prepare o profissional em anestesiologia para a vida! :)

Acho que os teimosos saem na vanguarda. É preciso ter obstinação e cabeça dura. Mas não é requisito. O que é preciso fazer? Colocar uma direção na sua cabeça. Só isso. Tipo: "Não vou mais ficar chateada quando fulano não me der bom dia porque isso não me faz bem", "Não vou mais ligar o dia inteiro pra Beltrana porque ela nunca me liga de volta e isso mexe com minha estima. Tenho que entender que esse é o jeito dela e dar-lhe mais espaço. Vou ocupar esse meu tempo." "Não vou mais comer chocolate todo dia porque me dá um mega remorso e eu estou me sentindo péssima com meu corpo e esse é um primeiro passo." "Eu vou dar certo na vida, sim! Tenho capacidade pra isso e vou fazer por onde. Deus veste as flores e alimenta os pássaros!"

Eu, particularmente, tenho feito uso da anestesia ao meu favor. Tem me ajudado a me focar, me dedicar ao que demanda a minha atenção imediata, sabem? Se estou com dilemas pessoais e inseguranças... dou uma mega dose de "xilocaína" neles e penso "Epa! Agora não, Dona Eduarda! Nã nã nin nã não! Tá maluca, é? Tem que ficar com a cabecinha boa, no lugar, pra poder dormir, acordar amanhã trabalhar direitinho... tem conta pra pagar, tem que ir na academia... Neeeem pensar de ficar aí sofrendo feito peru de natal que morre de véspera! Póoo parar! Nem a pau Juvenal! Você é ninja menina! E vai dar tudo certo... Abba é seu chapa, lembra?" E aí, gente... hahahahahaha Não sei explicar... tô tão craque já que fico até meio lerda na hora!

Meu cérebro... sei lá, o que é! Rapidinho aquela preocupação que eu não tenho como resolver e que tá só ali me martirizando parece que vai láááá pro fim da fila! Eu não esqueço que existe, mas é que está tããããão loooooooonge... sabem? Não me incomoda mais. Outros pensamentos surgem, tipo "huuum...eu poderia comer um miojo agora"... ou "nossa, mas essa cor de esmalte que eu pintei a unha semana passada está um arraso!"... Pronto! Sou capaz de conversar ou escrever sobre o que estava me afligindo sem me abalar... Muito racionalmente e calmamente... pura anestesia! Freud explica?

Claro, as vezes não é simples assim. As vezes uma boa noite de sono vai no meio dessa aplicação de xilocaína mental... mas entre trancos e barrancos, works pretty much!

É uma grande verdade que nada pode nos fazer mal sem nosso consentimento. Nem mesmo nós podemos fazer mal a nós mesmos se não nos permitirmos. How crazy is that? Então cada dia mais eu tenho me recusado a permitir que eu me faça mal (conversa de doido, né? hahahahahahaha Eu seeeeeei!) Mas isso já é muita coisa!

O poder da nossa mente, do nosso controle sobre nós mesmos é algo inefável! A real dimensão está bem longe de ser conhecida ou compreendida. Mas sabemos o que é certo e errado, justo e injusto, bom e ruim. Sabemos que  existem outras formas de pensar em algo sem precisar manter um espinho cravado em nosso coração como forma de lembrete. Então, minha gente, vamos extirpar esses espinhos e aliviar nossas almas!

Anestesiai-vos! :)