Depois do feriado... voltei cheia de coisas na cabeça pra escrever e foi difícil optar por uma delas!!!! Afeeee! Aviso que estou devendo um post sobre minhas origens marcianas... Um outro sobre as músicas que a gente canta para alguém e alguém canta para a gente (Descobri que preciso falar disso porque nem todo mundo sabe diferenciar os dois tipos de música! Incrível, né? Hein, Ray? hahahahah)... Quero escrever a respeito de tantas coisas! Afeeee.. Maaaaaaaaaaaaaaas... contudo... irei falar hoje sobre "manutenção".
Sabia que todos temos uma oficina barulhenta e tumultuada, funcionando ininterruptamente e de maneira absolutamente caótica e anárquica dentro de nós? É uma OFICINA DE MANUTENÇÃO DE SENTIMENTOS.
É a coisa mais impressionante, absolutamente incrível que tenhamos um centro de atividades frenético assim dentro de nós sem nos darmos conta disso, algumas pessoas.. a maioria de nós, por toda a vida!
Vou dizer como foi que descobri da minha.. e isso vai ajudar algumas pessoas a compreender e a aceitar a existência de suas próprias oficinas "malucas".
Bom, eu estava em Natal/RN, onde fui passar o feriado de 07 de setembro e me despedir do meu irmão, Bruno, que viajou para o Canadá em intercâmbio... aí estava pensando.. pensando... pensando... pensaaaaaaaando (até aí tudo bem, normal!) tentando entender porque cargas d' água algumas pessoas nos marcam, nos envolvem profundamente enquanto estão por perto... mas quando somem é tão fácil esquecê-las... enquanto outras não mechem sequer o dedinho mindinho, mas parecem mais uma mancha de água sanitária! Não desgrudam, não largam... e ficam lá... sempre presentes de alguma forma nos nossos pensamentos... seja por meio de uma música, uma comida, um cheiro, uma imagem... Matando a gente de saudade ou nostalgia ou simples curiosidade.... Aaahhhh encosto! Xô!!! hahahahahahaha
As vezes esses "inesquecíveis" são uma alegria.. porque são amigos e amigas DAQUELES... tipo os irmãos que nos foi dado por Deus escolher... e as vezes são os irmãos que Deus realmente escolheu para nós e acertou em cheio! As vezes é uma mãe ou um pai.. um tio.. uma avó! As vezes é um ex.. Urgh! E as vezes nem ex é.. hahahahahaha porque ELE ou ELA não quis (claro!), mas volta e meia tá você ali.. pensando no infeliz! Ai ai!
Mas por que, então? Por que as vezes conhecemos pessoas tão legais, que são ótimas companhias de "frevo"... ou de estudo, cinema, papo cabeça, "papo sem pé nem cabeça"... ou aquele "affair" que parece que era predestinado porque rolou total compreensão e comunicação (ou quem sabe a coisa toda foi boa não tinha "mané comunicação", mas uma mega química mesmo!) Mas aí vem a distância... ou vêm as incompatibilidades de horário, de vida.. de rede social... e esta pessoa que tinha tuuuudo pra MARCAR bem mais que um outro "certo alguém acolá", esta pessoa você esquece!?
Sabe como é? Por mais que queira lembrar... que queira pintar de cor de rosa a história toda... não DÁ, não rola!!! Você não lembra de lembrar! Se ele/ela não ligar, não mandar e-mail, não falar no msn, enviar sinal de fumaça, se a criatura não correr atrás messssssssssssmo... ploft! Acaba. Finito. Faltou uma fagulha.. um sparkle... something!
E lá estava eu.. no país das maravilhas de Alice... pensando... pensando... pensaaaando... e cheguei à conclusão de que é assim: nessa nossa "oficina maluca de manutenção dos sentimentos" as coisas podem funcionar de duas formas... sempre... SEEEEMPRE tem alguma força trabalhando na manutenção do sentimento... alimentando, cuidando, conservando! Mesmo que a gente não sinta, não saiba, não perceba!
Então! A pegadinha é o seguinte (o que eu não enteeeeeeeeeeeendo!!!): algumas pessoas precisam elas mesmas alimentar os sentimentos em nós... como eu tinha dito antes... sabe aquela conversa de que "santo que não é visto não é lembrado?" Tipo isso... Mas outras... essas aí sabe-se lá pusqueeeêeee... o nosso organismo nutre nossos sentimentos por elas por "contra própria"! A gente só gosta sem saber porquê.. e continua gostando sem saber porquê mesmo, hein???!!!... e lembrando... e isso se arrasta por muito tempo.. algumas vezes dura anos.. outras vezes acho que dura para sempre...
Claro que é possível uma "tri-mistura"... a pessoa alimenta nosso sentimento, nós alimentamos o nosso sentimento conscientemente, e nosso corpitcho e nossa mente ainda alimentam o tal sentimento automaticamente... acho que na família, especialmente na relação pais e filhos acontece sempre.
Nessa confusão o que acontece é o seguinte: a vida não é invivível/liveless sem ninguém. FATO! Apesar de tristeza matar... não é a falta de alguém que mata, mas a falta de ALGO. E este algo não se encontra numa pessoa... So sorry.. mas é a pura verdade! A gente só finge que É pra poder culpar a outra pessoa e, assim, tornar as coisas mais fáceis pra todo mundo.
Mas se a tristeza matou o gato.. a culpa não foi da gata, né? Hellooo? Quem deu espaço para a gata deitar e rolar? Quem deixou a tristeza se alojar? E o que matou o gato? Peeeeeeeeeeeeem! A culpa só NÃO foi da gata...
Então... agora estou trabalhando neste dilema... dilema não! Mistério... Qual o móvel dentro de nós.. no nosso inconsciente, no nosso espírito, no nosso coração que nos faz alimentar por anos a fio, manter e preservar sentimentos por uma pessoa em detrimento de outras, mesmo que, racionalmente, não faça o menor sentido? Por que mesmo SABENDO que seria muito "melhor" se gostássemos de Fulano do que de Siclano... ainda assim não controlamos isso? E não bastasse não controlar.. "deliberadamente" esticamos a situação inutilmente gastando energia à toa?
É certo que, muitas vezes, aquela saudade ou aquela lembrança "inconveniente" (no mínimo), por mais que tenha sido paralela, tangencial à nossa vida... por mais que NÃO nos tenha impedido de namorar, casar, viver, até se apaixonar... por mais que tenha nos permitido momentos de aparente "libertação".. eventualmente vai perdendo a força... é como se mesmo o "feed" automático do nosso teimoso e obstinado organismo/espírito/coração percebesse que está "perdendo a graça"... ou o sentido.. ou seja lá que finalidade esteve associada com este gasto de "manutenção de sentimento"!
É como se caisse a ficha de que não está mais "compensando" e está na hora de direcionar essa energia para outro lado.. para novas possibilidades... novas e insondáveis (e que Deus lhe proteja de você mesmo! Pelo menos com o que "já tinha", você sabia onde estava pisando! hahahahahahahaha)!
O meu fantasiômetro não é lá dos mais ativos quando chega no quesito imaginar o que seria a vida com uma pessoa X ou Y... acho que gasto tudo quanto é fantasia viajando na maionese e filolesando... Eu prefiro acreditar que ainda não encontrei a tampa da panela... o sapato do pé... a metade da laranja e manter minhas fantasias no abstrato, sabe?... ai ai ai... Mas assim como todo mundo, pelo menos acredito que seja assim, eu quero muito gostar de alguém que goste de mim! hahahahaha Apesar de que eu acho que do jeito que eu sou... é bem possível que vá ficar naquela babaquice de "quem ama mais sou eu" hahahahahahahahaha!
É uma pena quando no fim de uma relação a única coisa em comum é que os dois envolvidos só se preocupavam com a mesma pessoa: um deles... Menos mal se cada um se preocupar consigo.. O meu ideal? Que cada um cuide do outro.. sei lá! Sou romântica! Me processem! huahuahauhaua Não sei se é o melhor ou o pior pra mim.. mas sou brasileira e não desisto nunca!
Então! No final é isso... agora ao menos é mais fácil entender por que aquela sua amiga tão inteligente e sensata não esquece aquele "cabra safado sem vergonha".... Ou por que você quer muuuuuuuuito gostar daquele menino óóóóótimo que é exatemente o genro que sua mãe sonhou - só que não rola! Talvez assim a gente consiga abstrair por que tinha tudo pra aquela resenha dar certo... tava todo mundo tão empolgado... foi tudo "mara" e, de repente, esfriou! Hein? Quem? Nem lembro mais do rapaz! Ou por que é que entra e sai namoro e você sonha com aquele ex de trezentos anos atrás.. ou se pega perguntando se ele já casou, ou se ele também lembra de você, ou se ele realmente gosta daquela cafuçu com quem está namorado....
Oooow figuras esquisitas que nós somos! Seres humanos! Gente que faz e que desfaz! hahahahahaha
Pois é isso: nossa oficinas desgovernadas, dentro de nós.. fazendo bagunça nos nossos sentimentos e nas nossas cabeças! Funcionando igualzinho máquina de trem, máquina a vapor... tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tuuuuuuuuuuuuuuuuuuu tu tu tuuuuuuuuuuu tu tu tu tuuuuuuuuuu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu! Mantendo os sentimentos que quer, por quem quer, como quer, na ordem que quer! e pelo tempo que quer E dane-se você! Administre isso do jeito que puder! "Pipoca que é pipoca não tem perna e pula! Dá teus pulos."
O que fazer agora que já sabemos disso? Não sei. Nem sei se posso interferir neste processo todo ainda.. é uma descoberta muito fresquinha ainda... recente! Estou absorvendo... Talvez eu possa tentar apaziguar meu espírito quando alguém não alimentar como deveria um sentimento meu.. e eu possa suprir isso, alimentando este sentimento eu mesma ainda que minha "oficina" não estivesse predisposta a fazê-lo.. Mas devo eu contrariar a inteligência e a intuição da natureza? Do meu organismo? (Ai ai! Que inteligência, meu Deus!? Que essa minha oficina me deixa doidaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Não faz nada com nada! hahahahhahahaha) Enfim!
Ou será que eu tenho como atrapalhar... abortar quando sentir que minha oficina está trabalhando na manutenção de um sentimento "inconveniente"? Huuuuum! Tentador, né? Aí já acho mais interessante! De qualquer modo posso me consolar sabendo que a culpa não é MINHA se alguém não percebeu que "pedacinho de mal caminho" (ou bom, dependendo de ponto de vista) eu sou... é só a oficina dessa criatura que não faz nada direito e não percebe que devia estar a todo vapor por mim!!! hahahahahahahaha
WHATEVER!
O que me intrigou (já disse) foi o "por quê?"... não o "e agora?"... Acredito que nada acontece por acaso. Não cai uma folha de uma árvore sem o consentimento de Deus, certo? Ok. Mas não é jogar nas costas Dele, né? Aprendi naquele filme, "O último samurai": devemos fazer o nosso melhor, dar o melhor de nós... até que o nosso "destino" (o porquê) nos seja revelado.
Acho que é isso.
Meanwhile... enjoy suas oficinas de manutenção! Só elas e o Banco Real funcionam 30 horas por dia! Além disso, sua oficina funciona 7 dias por semana, inclusive sábados, domingos e feriados!
Nunca paramos de sentir e nunca deixamos de alimentar o que sentimos. Sentimentos são como o ar: não podemos ver, mas percebemos constantemente sua presença e dependemos deles pra viver.
O que fazer agora que já sabemos disso? Não sei. Nem sei se posso interferir neste processo todo ainda.. é uma descoberta muito fresquinha ainda... recente! Estou absorvendo... Talvez eu possa tentar apaziguar meu espírito quando alguém não alimentar como deveria um sentimento meu.. e eu possa suprir isso, alimentando este sentimento eu mesma ainda que minha "oficina" não estivesse predisposta a fazê-lo.. Mas devo eu contrariar a inteligência e a intuição da natureza? Do meu organismo? (Ai ai! Que inteligência, meu Deus!? Que essa minha oficina me deixa doidaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Não faz nada com nada! hahahahhahahaha) Enfim!
Ou será que eu tenho como atrapalhar... abortar quando sentir que minha oficina está trabalhando na manutenção de um sentimento "inconveniente"? Huuuuum! Tentador, né? Aí já acho mais interessante! De qualquer modo posso me consolar sabendo que a culpa não é MINHA se alguém não percebeu que "pedacinho de mal caminho" (ou bom, dependendo de ponto de vista) eu sou... é só a oficina dessa criatura que não faz nada direito e não percebe que devia estar a todo vapor por mim!!! hahahahahahahaha
WHATEVER!
O que me intrigou (já disse) foi o "por quê?"... não o "e agora?"... Acredito que nada acontece por acaso. Não cai uma folha de uma árvore sem o consentimento de Deus, certo? Ok. Mas não é jogar nas costas Dele, né? Aprendi naquele filme, "O último samurai": devemos fazer o nosso melhor, dar o melhor de nós... até que o nosso "destino" (o porquê) nos seja revelado.
Acho que é isso.
Meanwhile... enjoy suas oficinas de manutenção! Só elas e o Banco Real funcionam 30 horas por dia! Além disso, sua oficina funciona 7 dias por semana, inclusive sábados, domingos e feriados!
Nunca paramos de sentir e nunca deixamos de alimentar o que sentimos. Sentimentos são como o ar: não podemos ver, mas percebemos constantemente sua presença e dependemos deles pra viver.

Sei não Duda...esse post me pegou de jeito. Basicamente por dois motivos: o primeiro é que não entendi nada; o segundo é que entendi tudo :-))
ResponderExcluirPosso só contribuir como funcionam nós os primatas com testosterona...não pensamos nisso tudo que escreveu, só morremos por isso. Calados, irritados, brigando. Talvez por isso vcs vivam mais do que nós. Tudo o que escreveu me desconcertou um pouco por que tento esquecer e não consigo. Então paro de pensar só para saber que não esqueci na primeira oportunidade em que situações vividas se apresentam. Como sou um homem de uma mulher só, ainda não aprendi a viver sem a que tinha. Entretanto, não reclamo, não elaboro, só trabalho 14 a 16 horas da melhor forma que consigo. Afinal, caçar mamutes sempre nos fez bem no processo evolutivo. Não podiamos conversar porque se não o bicho ia embora. Ficávamos dias em silêncio atrás da presa. Vcs podiam se dar ao luxo de conversarem e escolherem as mais variadas frutas e tubérculos para a alimentação. Nós, só nos restava o silêncio e a batalha. Tudo mudou, mas nada mudou. Me sinto aindo um troglodita olhando presas, em silêncio, sabendo que a próxima batalhar precisa ser lutada como uma final de campeonato. Emfim, nós homens, tão simples, caçando como sempre, esperando voltar para um lar que valorize nosso esforço e nos dê o colo de que precisamos. Como vcs. Nada de novo, tudo de novo.
Duda, seu texto poderia ter sido escrito por mim. Não que eu escreva tão bem quanto você, mas é como penso e sinto.
ResponderExcluirE lá vinha eu escrever esse comentário acima e mais alguma coisa, porém... esqueci o que era depois de ler o comentário do seu amigo André. Como fazer para perceberem que não somos mamutes?? Já existíamos desde os mamutes...